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Caixa-preta de Legacy revela que torre errou

02/11/2006

ELIANE CANTANHÊDE Colunista da Folha de S.Paulo

A torre de controle de vôos de São José dos Campos (SP) autorizou os pilotos do Legacy, Joe Lepore e Jan Paladino, a voar na altitude de 37 mil pés até o aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, apesar de essa altitude ter se tornado "contramão" na rota após Brasília - e onde estava o Boeing-737 da Gol atingido e derrubado no choque com o jato da Embraer.

Esse foi o primeiro de uma sucessão de erros que geraram o choque, em 29 de setembro, matando 154 pessoas. Depois disso, houve falha na comunicação entre o Legacy e o Cindacta-1 (centro de controle do tráfego aéreo de Brasília), o transponder (que alertaria o sistema anti-colisão do Boeing) não estava funcionando no Legacy e o avião da Gol não foi alertado para o risco.

O plano de vôo original do Legacy previa três altitudes: 37 mil pés entre São José dos Campos e Brasília, passando para 36 mil pés a partir da capital e para 38 mil pés a partir do ponto Teres da carta aeronáutica (a 480 km de Brasília, em Mato Grosso) até Manaus. O Legacy, porém, voou todo o tempo em 37 mil pés.

Pela caixa-preta do Legacy, que está sob a responsabilidade do Cenipa (Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o controlador da torre de São José dos Campos se comunicou em inglês com os americanos Lepore e Paladino durante o procedimento de "clearence" - ou seja, de autorização para a decolagem.

Nesse diálogo, gravado, Lepore pede para decolar, a torre autoriza e diz, claramente, que ele deve subir para 37 mil pés "até o aeroporto Eduardo Gomes", de Manaus, contrariando o que especificava o plano de vôo - em poder dos pilotos e das autoridades aeronáuticas.

A versão obtida pela Folha confirma o que dizem os advogados dos pilotos, o brasileiro Theo Dias e o americano Robert Torricelli, de que eles teriam autorização para voar em 37 mil pés, apesar de ser "contramão" no rumo Brasília-Manaus.

Nos registros do Cindacta-1, o último contato do Legacy foi quando a aeronave estava a 52 milhas - ou a cerca de sete minutos - de Brasília, para um procedimento comum: os pilotos comunicaram ao centro de controle que tinham atingido a altitude de 37 mil pés.

O piloto Lepore deu o registro do avião, Legacy N600XL, avisou que estava no nível 370, que corresponde a 37 mil pés, e desejou "boa tarde" em inglês.

O controlador de plantão respondeu, pediu que o piloto apertasse o botão de identificação do vôo e desejou boa viagem. O botão a que se referia é do transponder - que não funcionou. Os pilotos confirmam que o acionaram para registrar a identificação do vôo, mas o Cindacta-1 diz que o equipamento não estava funcionando a partir de Brasília e que os controladores tentaram várias vezes, sem sucesso, alertar a tripulação. Os pilotos reagem dizendo que também tentaram, sem sucesso, se comunicar com o Cindacta-1 quando sobrevoaram Brasília. Sem esse contato, decidiram seguir a orientação original, segundo seus advogados e representantes da empresa ExcelAire que conversaram com a Folha.

Segundo a Aeronáutica, um dos erros dos pilotos americanos foi não acionar o código 7600 no transponder, registrando a perda de comunicação. O aparelho ficou fora do ar até cerca de dois minutos depois do choque com o Boeing, na área de Mato Grosso, quando voltou a funcionar já com o código 7700, de emergência.

Já segundo os advogados dos pilotos e os representantes da empresa americana, o Cindacta-1 também errou, ao perceber que havia algo errado com o vôo e não alertar imediatamente o Boeing que vinha em sentido contrário e na mesma altitude. A alegação do Cindacta-1, encampada pela Aeronáutica, é de que o centro não identificou com precisão que o Legacy estava na altitude de 37 mil pés, o que só poderia ser feito caso o transponder estivesse funcionando. Sem ele, a altitude é conferida no radar pelo equipamento primário de segurança, que é impreciso. Nesse caso, há uma variação no radar que pode chegar até a 1.500 pés.

Tudo somado, há uma sucessão de erros. O original deles foi a autorização da torre de São José dos Campos para o vôo se realizar em 37 mil pés, mas isso poderia ter sido corrigido com a comunicação entre o avião e o Cindacta-1, pelo transponder e o sistema anti-colisão e, finalmente, pela determinação de que o Boeing desviasse, ou para cima ou lateralmente, como determinam as normas internacionais e nacionais de segurança de vôo.

Comentando:

Resta mais uma vez comprovada a falta de credibilidade das "Notas Oficiais" distribuídas pelas autoridades brasileiras, assim como se deu no caso do acidente com o Fokker 100 da TAM, em 1996.

Desde o início surpreendeu a pressa do Ministério da Defesa em atribuir culpa aos pilotos americanos sem provas conclusivas. Como sempre, o Brasil "não comete falhas", "o controle aéreo brasileiro é um dos melhores do mundo", etc, etc.

Num país em que apenas entre os anos de 1994 e 2005 ocorreram 872 acidentes aéreos na aviação civil fica impossível crer nos informes divulgados pelas autoridades ditas competentes.

Lamentável, também, a postura de parte da mídia que encampou a versão "oficial" como definitiva.

Na questão das indenizações devem ser apontados como réus: a GOL, que foi a prestadora do serviço e o Governo Federal (responsável pelo CINDACTA, Ministério da Aeronáutica e Ministério da Defesa).


Delegado diz que FAB nega acesso à degravação da caixa-preta de Boeing

01/11/2006

O delegado da Polícia Federal Renato Sayão, responsável pelas investigações sobre o acidente entre o jato Legacy e o vôo 1907 da Gol, disse nesta quarta-feira que as apurações estão emperradas porque a polícia não consegue ter acesso à degravação da caixa preta que está com a Aeronáutica e que registrou a conversa entre os pilotos.

"Esse inquérito realmente está difícil de ir para a frente porque nós precisamos de informações que estão quase todas com a Aeronáutica. Sem a caixa preta, as investigações não avançam."

O Legacy colidiu com o Boeing no dia 29 de setembro, na região de Mato Grosso, divisa com o Pará. Foi o maior acidente aéreo do país e resultou na morte dos 154 ocupantes do avião da Gol.

O delegado também apontou outros dois fatores que atrasam as investigações. Ele ainda não conseguiu ouvir o depoimento dos controladores de vôo de Brasília-DF e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ainda não decidiu se a responsabilidades pelas investigações são da Justiça Federal ou da Estadual.

A Aeronáutica se baseia em uma legislação internacional para alegar que o material será entregue somente após a conclusão de sua própria apuração. A Aeronáutica informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as informações contidas na caixa preta do Boeing ainda estão sendo decodificadas e analisadas, e que não há prazo para que o material fique pronto.

"Eles não têm prazo. Não há prazo na lei que diz que eles têm que concluir isso. Pode demorar 30 dias, seis meses. Pode demorar muito tempo", disse o delegado, durante entrevista na sede da PF de Cuiabá-MT.

A PF pedirá até a próxima segunda-feira a prorrogação por mais 60 dias ou 90 dias para concluir o inquérito.

Sayão disse possuir tudo que ocorreu no espaço aéreo no dia do acidente, como um mapa dos trajetos e as gravações das conversas dos controladores de vôos com as aeronaves e entre os centros de controle entre si.

"As gravações [dos controladores] ainda não levam à conclusão nenhuma. Preciso de outro dado fundamental, que é a comunicação dos pilotos com o centro de controle e as gravações de dentro da cabine."

A PF também viu ontem frustrada sua tentativa de ouvir os controladores como testemunhas no caso. Apresentaram atestados médicos emitidos por um psiquiatra da FAB (Força Aérea Brasileira), que concede licença total a eles por 15 dias, sob a alegação de que sofreram um estresse pós-traumático.

O delegado tentará ouvir os controladores dia 16 ou 17 de novembro, em Brasília. Para Sayão, os controladores são considerados testemunhas no inquérito da PF, pois são militares e, portanto, devem ser investigados pela Justiça Militar.

da Agência Folha


FAB impede PF de ouvir controladores sobre vôo 1907 até dia 13

31/10/2006

Os depoimentos dos controladores de tráfego aéreo, como parte das investigações sobre a queda do avião da Gol, não poderão ocorrer ao menos até o próximo dia 13 de novembro. O delegado da PF (Polícia Federal) Renato Sayão quer ouvir os profissionais pois eles trabalhavam na central de Brasília no momento em que o Boeing caiu em uma região de mata fechada em Mato Grosso, no dia 29 de setembro. Os 154 ocupantes do avião morreram.

Os depoimentos deveriam ter ocorrido segunda-feira (30). Sayão não pode convocar os controladores nos próximos 14 dias devido ao prazo de resguardo estipulado nos atestados médicos que eles apresentaram para justificar sua ausência àquela que deveria ter sido a primeira rodada de depoimentos. Os documentos foram assinados por médicos da própria FAB (Força Aérea Brasileira), e afirmam que todos os profissionais convocados estão sob tratamento psiquiátrico.

O grupo - composto por oito controladores e dois supervisores - foi afastado de suas funções dias após o acidente, considerado o maior da história do Brasil.

A Folha Online tenta entrar em contato com os defensores dos controladores desde o afastamento deles, mas nunca obteve resposta.

Acidente

O avião da Gol caiu com 154 pessoas a bordo depois de colidir com um jato Legacy. O Boeing havia saído de Manaus e faria uma escala em Brasília antes de seguir para o Rio. Todos os ocupantes do Boeing morreram. O Legacy, da empresa norte-americana ExcelAire, conseguiu pousar na base aérea da serra do Cachimbo, apesar de danos na asa. Nenhum dos sete ocupantes - seis deles americanos - ficou ferido.

Militares ainda trabalham no local em que a aeronave caiu para tentar localizar os restos mortais de Marcelo Paixão.

O acidente é investigado por uma comissão de autoridades brasileiras e estrangeiras do setor; pela Polícia Civil de Mato Grosso e pela PF. A Justiça deverá decidir a quem cabe a apuração.

Sayão tem enfrentado problemas para ter acesso às mesmas informações dadas à comissão. Nos próximos dias, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deverá decidir, por exemplo, se ele pode receber os resultados das análises das caixas-pretas do Boeing e do Legacy. O acesso do delegado da PF às gravações foi negado pela Aeronáutica.

da Folha Online


Um mês após queda de Boeing, parentes de vítimas cobram respostas 

28/10/2006

A queda do Boeing da Gol em Mato Grosso completa um mês no domingo (29) e parentes das vítimas ainda cobram respostas sobre o acidente - o maior do país. Os 154 ocupantes do avião morreram.

Em nota assinada por nove integrantes da Comissão de Familiares dos Passageiros do Vôo 1907, eles apresentam um balanço do período e afirmam que se preparam para oficializar uma associação, criada para representar as famílias interessadas. Com a união, a associação pretende acompanhar os trabalhos de investigação e dos advogados, além de recuperar os pertences das vítimas, ainda no local da queda - uma área de mata fechada.

Assim como a PF (Polícia Federal), que investiga o acidente, os familiares dos mortos querem ter acesso aos dados da caixa-preta do Boeing. A Aeronáutica, citando normas internacionais, negou o acesso da PF às informações. O delegado Renato Sayão apresentou um pedido à Justiça Federal, que passou a análise para competência do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

"O maior acidente aéreo da história da aviação brasileira com fatalidade de 154 pessoas continua sem resposta. As famílias ainda esperam por resultados que as leve a entender o que aconteceu", diz um trecho da nota.

Os parentes das vítimas afirmam, ainda, que procuraram a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, "solicitando que haja um acompanhamento dos trabalhos de investigação das causas do acidente, garantindo transparência a acesso aos resultados imediatamente ao término dos trabalhos", além da quebra do sigilo dos dados da caixa-preta.

Dor

Ao relatar as ações ao longo deste mês, os familiares reclamaram de "descaso das autoridades", especialmente nas primeiras horas depois do acidente, e falam sobre o sofrimento de ficar horas sem informações oficiais. Afirmam que o "desespero era tão grande" que queriam participar do resgate, embora soubesse que "não era possível e nem produtivo".

"Só quem vivenciou as primeiras horas de desespero nos aeroportos e nos seus lares, onde recebiam informações desencontradas, e que choravam e gritavam para serem ouvidas, vão se lembrar destes momentos para o resto de suas vidas", diz a nota.

da Folha Online

Com LÍVIA MARRA, editora de Cotidiano da Folha Online


Aeronáutica nega acesso da PF a caixas-pretas de aviões

24/10/2006

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) negou à PF (Polícia Federal) acesso aos conteúdos das caixas-pretas do Boeing da Gol e do jato Legacy, envolvidos no acidente ocorrido dia 29 do mês passado. O Boeing caiu em uma área de mata fechada em Mato Grosso, causando a morte dos 154 ocupantes.

Para justificar a decisão, o ministro da Defesa, Waldir Pires, citou a Convenção de Chicago, que rege a aviação internacional. Ele defende o sigilo para que as informações não sejam usadas em processos que tenham como objetivo punir envolvidos em acidentes aéreos. O objetivo do Cenipa é investigar as causas para evitar a ocorrência de novos acidentes.

O delegado Renato Sayão, que investiga o acidente pela PF, pediu à Justiça Federal que determine à Aeronáutica o envio dos dados.

Nesta terça-feira, Sayão recebeu as transcrições dos contatos das torres de controle de Brasília, de Manaus e de São José dos Campos, com conversas de todas as aeronaves que voavam no momento do acidente. Recebeu também fotos das telas de radares e os nomes de 17 pessoas - entre controladores de tráfego aéreo e supervisores - que trabalharam no dia do acidente - dez deles são de Brasília, quatro de Manaus e três de São José dos Campos. Todos serão intimados a depor - data e local não foram confirmados.

da Folha Online


Embraer diz que Legacy operava normalmente antes de ser entregue a cliente

20/10/2006

da Folha Online

O jato Legacy que se envolveu no acidente com o Boeing da Gol funcionava normalmente e passou por sete testes - sendo três vôos de aceitação - antes de ser entregue à empresa de táxi aéreo americana ExcelAire. A afirmação é de Sérgio Mauro Costa, diretor do Departamento de Ensaios da Embraer - fabricante do jato.

O Legacy teria colidido com o Boeing, provocando a queda do avião da Gol, no dia 29 do mês passado. Foi o maior acidente aéreo do país, que resultou na morte dos 154 ocupantes do Boeing.'

Costa foi ouvido pelo delegado da PF (Polícia Federal) Renato Sayão, de Cuiabá, que está em Brasília para colher informações sobre o acidente. O depoimento durou aproximadamente uma hora e meia. O delegado queria informações sobre a revisão dos equipamentos do Legacy e a elaboração do plano de vôo da aeronave.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, o representante da Embraer afirmou que não houve qualquer falha durante os testes, e equipamentos como o transponder, TCAS - o sistema anticolisão - e o sistema de radiocomunicação funcionaram normalmente.

A PF disse que a Embraer ainda não apresentou documentação que comprove a realização dos testes com o Legacy, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Plano de vôo

Costa afirmou que o plano de vôo do Legacy foi elaborado por uma empresa contratada pela Embraer. Foi passado eletronicamente para a torre de controle em São José dos Campos, de onde o avião decolou, e para a própria Embraer, que o entregou aos pilotos.

Para elaborar o plano de vôo, a empresa usa um programa de computador que analisa as condições climáticas, as características da aeronave e as normas aplicáveis à navegação aérea, de acordo com a Agência Brasil.

Colisão

Na quinta-feira (19), o ministro da Defesa, Waldir Pires, sugeriu que a colisão pode ter danificado a asa direita e parte da cauda da aeronave que fazia o vôo 1907. "Provavelmente o choque tenha sido na cauda, pela natureza da queda. O Boeing perdeu a estabilidade e desceu numa espiral e velocidade absoluta", disse.

O transponder do Legacy não funcionava no momento do choque, confirmaram as análises das caixas-pretas. O equipamento envia os dados relativos ao avião para outras aeronaves e para o centro de controle de tráfego aéreo, podendo evitar acidentes. "Ainda não conseguimos saber se o equipamento do jato foi desligado, se houve uma pane, se havia algum defeito ou alguma desconexão", disse o ministro.

Como parte das investigações conduzidas pela PF, o delegado Sayão já esteve no Cindacta (Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo) onde assistiu à reconstituição das telas dos radares de Manaus, Brasília e São José dos Campos no dia do acidente, teve acesso a transcrição do contato da torre de Brasília com o Legacy e conheceu os equipamentos do controle de tráfego aéreo. Sayão não pôde, no entanto, levar os documentos para análise. Para que tenha cópia dos papeis é preciso autorização do Ministério da Defesa.


Legacy fez contato com controle

Aeronáutica admite que diálogo pode ter induzido americano a erro; operadores devem depor

17/10/2006

Vannildo Mendes, Tânia Monteiro, BRASÍLIA

Ao contrário do que afirmaram por meio do seu advogado, José Carlos Dias, os pilotos do Legacy que colidiu com o Boeing da Gol, no dia 29, conseguiram se comunicar com os controladores de vôo do Cindacta-1 (Brasília) quatro minutos antes do ponto em que deveriam mudar de altitude. No diálogo, o comandante do Legacy, Joe Lepore, pergunta à torre, em inglês:

- Confirme se posso descer ou se mantenho a altitude.

Como restavam 30 milhas (55 quilômetros) até o ponto em que o Legacy deveria, obrigatoriamente, baixar de 37 mil para 36 mil pés, a resposta do controlador de vôo foi:

- Ok. Mantenha.

O maior acidente aéreo da história do País, que deixou 154 mortos, só ocorreu porque o Legacy voava na contramão de sua aerovia. Pelo plano de vôo, ele deveria seguir de São José dos Campos a Brasília a 37 mil pés. A partir daí, teria de descer a 36 mil pés, mudando de aerovia. Já em Teres, ponto virtual de orientação a 300 km do local da colisão, o Legacy deveria ter subido para 38 mil pés.

Peritos da Aeronáutica já admitem a hipótese de ter havido mal-entendido na comunicação com o americano, mas não consideram esse o fator crucial para explicar a colisão. 'Ele (Lepore) pode até ter entendido isso como uma autorização para voar a 37 mil pés em todo o trajeto, mas não é o que constava no plano de vôo', disse um oficial da Força Aérea Brasileira (FAB). 'Podemos dizer que 98% da culpa é do jato e 2%, do controle de tráfego aéreo.'

O mesmo oficial esclareceu que, numa situação normal, a mudança de mil pés (300 metros) do nível de altitude é feita em 30 segundos. 'Naquele instante, não havia motivo para o controlador falar em mudança de altitude, pois é padrão que ela ocorra apenas sobre Brasília', disse o militar.

Uma cópia do diálogo foi encaminhada pela Aeronáutica ao delegado Renato Sayão, da Polícia Federal. Os oito controladores que trabalhavam no dia do acidente - afastados desde então - devem ser os primeiros a prestar depoimento. Quatro deles tiveram participação direta no monitoramento do jato, como o servidor que manteve o contato com o Legacy e seu supervisor.

A PF já apurou que os pilotos do jato não fizeram o briefing antes da decolagem em São José. Embora não seja obrigatório, o procedimento ajuda o piloto a conhecer a rota e informa as condições meteorológicas. Procurado, o advogado Dias não respondeu aos pedidos de entrevista.

Em Mato Grosso, militares continuam em busca dos últimos dois corpos desaparecidos - que também são os únicos ainda não identificados. Ontem, o Instituto Médico-Legal do Distrito Federal identificou mais 3 vítimas, elevando o total para 152.

'HISTERIA'

O blog do jornalista americano Joe Sharkey, passageiro do Legacy, voltou ao ar ontem. Sharkey disse que suspendeu o acesso ao blog por dois dias para não 'alimentar a histeria política no Brasil' sobre o acidente. Disse ainda que, 'finalmente, perguntas duras estão sendo feitas no Brasil sobre controle de tráfego, colocadas por mim desde o primeiro dia'.

* COLABOROU LAURA DINIZ, ENVIADA ESPECIAL

Fonte: O Estado de S.Paulo


Advogados disputam famílias de vítimas

08/10/2006

LAURA CAPRIGLIONE Enviada especial da Folha de S.Paulo a Brasília

"Pessoal, muito prazer. Eu nunca vi este indivíduo antes." A reunião da empresária Sandra Assali, 50, com os familiares de vítimas do vôo 1907, na última quinta-feira em um hotel de Brasília, começou tensa.

O indivíduo apontado era um advogado. Com seu laptop, ele fazia uma apresentação em powerpoint para as famílias e dizia estar recebendo mensagens de um escritório sediado em Londres. Seriam instruções sobre as ações indenizatórias cabíveis no caso do acidente da Gol. "Foi uma péssima surpresa entrar na reunião e esse advogado vir atrás e se sentar ao meu lado, como se estivesse comigo", diz Assali.

"Acidente aéreo você não perde. É inquestionável", afirma Assali, presidente da Abrapavaa, Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos, e viúva de José Rahal Abu Assali, médico cardiologista morto aos 45 anos no acidente de 1996 com o Fokker 100 da TAM, que aconteceu em São Paulo.

No caso do acidente da TAM, as batalhas jurídicas resultaram em indenizações que giraram entre US$ 500 mil e US$ 1,5 milhão para cada uma das famílias de 99 vítimas (de R$ 1,1 milhão a R$ 3,3 milhões). "É por isso que tantos advogados inescrupulosos crescem os olhos", diz Assali.

"Você encontra uma porção de advogados querendo enriquecer à custa da tragédia da gente. Antes de vir a esta reunião, eu mesma recebi telefonemas de uns 30 escritórios, querendo me acompanhar. Desautorizei-os todos." Camilo Moisés Barros, que perdeu o irmão de 39 anos em 2004 em um acidente com aeronave da empresa Rico, contou ter visto famílias que tiveram de destituir o advogado "por falta de sensibilidade".

"Tivemos problemas seriíssimos com isso. Teve advogado que se recusou a assinar os acordos com as famílias, porque cismava que elas poderiam ganhar mais. E as famílias querendo o acordo. Aconteceu até o caso em que a parente estava com câncer, precisando da indenização, e o acordo não saía porque o advogado não queria."

Muitas dúvidas

Na quinta-feira, as famílias que a Gol alojou no hotel Comfort Suites ainda reclamavam mais rapidez nos trabalhos de remoção e identificação das vítimas do vôo 1907 (até então, nenhum corpo havia sido identificado), mas a reunião com Sandra Assali começou pontualmente às 19h e só se encerrou às 22h, com a promessa de continuidade no dia seguinte, logo pela manhã. "Que bom que você veio", agradeceu Bruno Maciel Marinho Silva, 24, que perdeu a mãe, a médica Ana Caminha Silva, 49.

"São muitas dúvidas sobre nossos direitos e como proceder para garanti-los. A gente tem muito medo de ser enganada", diz uma familiar.

Na terça-feira à noite, a professora Luciana Siqueira, irmã de Plínio Siqueira (presidente da empresa Bombardier em Campinas, SP) e uma das fundadoras da associação de parentes de vítimas do vôo da Gol, confirmava: "Vem vindo até um escritório da Flórida para falar com a gente".

Formada no domingo passado, a associação reuniu-se pela primeira vez a partir de iniciativa do empresário brasiliense do ramo de educação Jorge André Cavalcante, que perdeu o sobrinho Carlos Cruz, 26. Cavalcante diz ter-se inspirado em Roberto Justus e seu programa Aprendiz: "O importante é ter uma grande idéia".

"Foi uma grande idéia mesmo. O sofrimento envolvido nesse acidente é tão grande, que é muito importante estar junto. Quando um chora, o outro consola. Quando este se desespera, aquele acolhe", diz.

Fonte: Folha Online

Comentando:

Os "abutres" não perdem tempo. Acidente aéreo é causa ganha, eles sabem. A insensibilidade de invadir velórios e funerais passou dos limites. A OAB, atenta, solicitou que fosse denunciados para poder puni-los devidamente.


Infraero não descarta erro no controle do tráfego aéreo

07/10/2006

da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse ontem que não é possível afastar, neste momento, a possibilidade de erro no controle do tráfego aéreo como fator que levou à colisão entre o Boeing-737/800 da Gol e o Legacy, matando 154 pessoas.

Pereira ressaltou que é necessário cruzar dados das caixas-pretas com os registros de radar em terra. "É prematuro [dizer que não há culpa do controle]. Tem que ter todos os dados. Não só as caixas, mas também contextualizar com as gravações de terra, com as imagens de radar, com o depoimento dos pilotos que sobreviveram. É prematuro acusar ou defender qualquer pessoa", afirmou.

A Infraero, vinculada ao Ministério da Defesa, é responsável pela administração de todos os aeroportos do país.

A FAB (Força Aérea Brasileira), responsável pelo controle do tráfego, nega problemas dos radares ou falhas dos operadores, embora não confirme oficialmente os detalhes da investigação sobre o acidente, ocorrido no último dia 29.

Uma das poucas informações confirmadas até o momento só levanta mais dúvidas. O Boeing da Gol voava a 37 mil pés de Manaus a Brasília seguindo seu plano de vôo quando colidiu com o jato executivo Legacy, da Embraer, que ia em sentido contrário na mesma altitude.

Mas o plano de vôo do Legacy previa que ele primeiramente descesse dos 37 mil pés em que vinha de São José dos Campos para 36 mil e depois, cerca de 400 km antes do local da colisão, passasse para 38 mil pés.

A aerovia, uma espécie de estrada virtual, também estabelece as altitudes "ímpares" (37 mil, 39 mil) para aviões num sentido e as "pares" (36 mil, 38 mil) para outros. Antes dos radares, apenas esta regra servia para evitar acidentes, segundo o brigadeiro. "A Amazônia funcionou durante décadas com esse mesmo tipo de tráfego e nunca ninguém bateu."

Discernimento

Indiretamente, Pereira criticou a atitude dos pilotos do Legacy que se mantiveram na "contramão".

"Também é uma questão de discernimento do piloto. Se está numa altitude diferente, sem rádio, sem contato, "ai meu Deus", sai do eixo da aerovia, retoma a altitude e volta para o eixo para evitar acidentes. Isso aprendi quando tinha 17 anos."

Os pilotos alegam que não tiveram contato com o controle em Brasília e, por isso, mantiveram sua rota e altitude, alegando que, para fazer uma mudança, precisariam de autorização de terra.

O problema é que o procedimento, no caso de falta de contato, é justamente seguir seu plano de vôo original - no caso, permanecer nas faixas pares da aerovia. A versão no centro de controle é outra: o contato foi tentado por rádio, mas não houve sucesso.

Segundo o brigadeiro, é preciso aguardar o fim das investigações sobre o acidente antes de tirar conclusões.

Falando em tese, o presidente da Infraero disse que quando um piloto "perde" o rádio deve incluir um código no transponder do avião ou usar uma outra aeronave que esteja voando perto para fazer uma ponte com o controle em terra.

Ele também afirmou que seria um risco determinar que o piloto do avião da Gol mudasse de rota, diante do desaparecimento dos sinais do Legacy. Segundo ele, como os radares não estavam captando a posição do Legacy, não havia como dizer onde o Boeing deveria se posicionar. "A lógica normal em aviação diz: não mexa naquele que está correto, ou você estará agravando o problema."


União pode ser obrigada a arcar com despesas de indenizações

06/10/2006

da Folha Online

Se ficar comprovado que a queda do Boeing do vôo 1907 da Gol foi provocada por uma falha no centro de controle de tráfego aéreo, a União poderá ter que arcar com as indenizações a serem pagas para os familiares das 154 pessoas mortas no acidente, de acordo com o advogado Sérgio Alonso, especialista em direito aeronáutico.

O avião caiu em uma área de mata fechada do Mato Grosso, depois de bater em um Legacy pertencente a uma empresa norte-americana, no último dia 29.

O profissional afirma que, se as autoridades brasileiras e internacionais responsáveis pela investigação concluírem que a culpa foi das Forças Armadas, o governo pode ser obrigado a ressarcir a Sul América, seguradora da companhia aérea, por seus gastos. À seguradora cabe a responsabilidade inicial de indenizar os herdeiros das vítimas.

Conforme o Código Brasileiro de Aeronáutica, a Gol é obrigada a pagar R$ 125 mil para os herdeiros de cada vítima, independente da culpa pelo acidente. Multiplicado pelo número de mortos, o montante resultaria em R$ 19,3 milhões. Ele deve subir se o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidir de acordo com sua jurisprudência e submeter a relação entre cliente e companhia aérea ao Código de Defesa do Consumidor.

Neste caso, as indenizações seriam compostas pelos valores referentes aos lucros cessantes (dois terços do valor que a pessoa lucraria até completar 65 anos); e aos danos emergentes (gastos com enterro e perda de bagagem, por exemplo). Neste caso, é preciso analisar o perfil de cada vítima para chegar ao resultado.

Em nota, a Sul América informou contar com a "participação do ressegurador nacional IRB-Brasil Re e de resseguradores internacionais" na efetuação de seus pagamentos. Em apólices desta natureza, a seguradora costuma ficar responsável por indenizar também a companhia aérea pela perda da aeronave.

Exterior

Se, por outro lado, as investigações apontarem que a culpa pela queda do Boeing é do Legacy e, consequentemente, da empresa de táxi aéreo norte-americana ExcelAire, os herdeiros das vítimas do acidente poderão pleitear novas indenizações da Justiça americana, além dos valores que devem ser pagos pela Gol.

"O esforço vale a pena. Lá a Justiça é mais rápida inclusive porque, quando mais tempo demora, maior o valor a ser pago. E existe sempre uma possibilidade de acordo", diz Alonso.


Outro vôo 1907 colidiu no ar há dez anos e causou 312 mortes na Índia

06/10/2006

da Folha Online

"Tráfego a 13 milhas agora, nível 140". Esse foi o último contato feito pelos controladores de vôo do aeroporto internacional Indira Gandhi, em Nova Déli, aos tripulantes do vôo 1907 da Kazakhstan Airlines. O ano era 1996, a data, 12 de novembro.

O alerta final dos controladores repetia a informação já fornecida de que um outro vôo, um boeing 747 da Saudi Arabia Airlines, estava na mesma rota aérea, em sentido contrário, e se aproximava perigosamente do 1907.

O aviso foi inútil: momentos mais tarde, os dois aviões se chocaram no ar. Os destroços caíram, em chamas, em uma área rural da Índia. Todas as 312 pessoas que estavam a bordo das aeronaves morreram no acidente.

O acidente guarda semelhanças com o que envolveu o vôo 1907 da Gol, que causou a morte de 154 pessoas no dia 29 de setembro último, em Mato Grosso. Além do número do vôo, ambas as quedas foram motivadas pelo choque de duas aeronaves, uma maior e outra menor.

Só que, ao contrário do acidente de 1996, no choque entre o Boeing 737/800 da Gol e o jato Legacy, a aeronave menor conseguiu pousar e evitar a morte dos passageiros. Desde o acidente, considerado o maior da aviação brasileira, as especulações apontam que os sistemas anticolisão das duas aeronaves não funcionaram porque o piloto Joseph Lepore e o co-piloto Jan Paul Paladino, do Legacy, haviam desligado o transponder (comunicador), ou porque os equipamentos simplesmente falharam.

Kazakhstan 1907

O vôo 1907 da Kazakhstan Airlines havia partido de Chimkent, no Cazaquistão, em uma aeronave tipo Ilyushin 76, às 18h40. Levava 37 pessoas a bordo. O boeing 747 saudita decolou de Nova Déli às 18h32 na mesma aerovia (rota aérea seguida pelos aviões) do 1907.

Como o vôo 1907 estava se aproximando pelo outro lado, o controlador de vôo do aeroporto disse para o boeing: "mantenha altitude 140, aguarde para subir". Um pouco depois, o 1907 avisou ter alcançado a altitude de 150. O controlador respondeu: "Mantenha 150. Tráfego identificado às 12 horas (à frente), no boeing 747 da Saudi, a 14 milhas". A equipe do 1907 solicitou confirmação da distância do outro vôo, ao que o controlador respondeu: "14 milhas agora, 1907".

Nenhuma resposta se seguiu. O controlador fez então o alerta, que seria o último a ser ouvido pelos tripulantes do vôo: "Tráfego a 13 milhas, nível 140".

Momentos depois, os dois aviões colidiram. Aparentemente, o 1907 havia descido abaixo da altitude autorizada e não continuou a comunicação com a torre de controle do aeroporto.

O relato da colisão, que consta dos acidentes registrados na "Aviation Safety Network", da organização internacional Fundação de Segurança de Vôos, conclui que o motivo do choque foi uma descida não-autorizada do vôo 1907 da Kazakhstan Airlines, assim como sua falha em manter a altitude. Se as recomendações tivessem sido seguidas, os dois aviões teriam passado a uma distância segura e o acidente teria sido evitado.


"Controle aéreo é péssimo", diz jornalista

05/10/2006

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO da Folha de S.Paulo, em Nova York

"O controle do tráfego aéreo brasileiro é péssimo. Os pilotos americanos correm risco naquele país." A avaliação é do colunista do "The New York Times" Joe Sharkey. Ele era um dos sete passageiros do jato da Embraer que sobreviveram à colisão com o Boeing-737/800 da Gol na última sexta-feira.

A entrevista de Sharkey foi ao ar no programa "Today Show", da rede NBC, exibido ao vivo às 7h30 locais (8h30 em Brasília). Sharkey disse questionar a condução do inquérito da Aeronáutica. "Precisamos ter cuidado com as evidências coletadas pelas autoridades brasileiras sobre o acidente." A Justiça determinou a apreensão dos passaportes do piloto e do co-piloto do Legacy.

Questionado pelo apresentador Matt Lauer sobre a situação de Joseph Lepore e Jan Paladino no Brasil, Sharkey respondeu: "Os pilotos correm risco naquele país", sem especificar se era risco de morte ou de serem presos.

Em nota no blog "Joe Sharkey at Last" (www.joesharkey.com), o jornalista diz ter ficado detido para interrogatório por 36 horas após o pouso forçado do Legacy. Desde o início desta semana, a página tem recebido mensagens de conteúdo ofensivo, algumas em português, sobre o incidente.

À NBC, Sharkey disse ainda que os pilotos do Legacy não tiveram nenhuma comunicação por rádio com a torre de comando após o choque.

Outro lado

O ministro Waldir Pires (Defesa) considerou "lamentável" as críticas feitas por Joe Sharkey. "É lamentável uma entrevista desse tipo", afirmou.

Pires defendeu o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro. "Rivalizamos com os melhores sistemas do mundo, como o dos Estados Unidos."

Colaborou Folha de S.Paulo, em Brasília

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