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Um avião da TAM com
187 pessoas a bordo derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, na Zona
Sul de São Paulo, atravessou a Avenida Washington Luís e bateu em um
prédio de carga e descarga da companhia aérea. A aeronave, um Airbus
A320-233, vôo JJ 3054, prefixo PR-MBK, partiu de Porto Alegre, às 17h16
de terça-feira, 17 de julho de 2007, e chegou a São Paulo às 18h45. O acidente é o
maior da aviação no
país.
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FOTOS DO ACIDENTE
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O MAPA DO LOCAL DO ACIDENTE
Veja
as imagens das câmeras do Aeroporto de Congonhas
A
tragédia, segundo as caixas-pretas (Revista Veja 01/08/2007)
Leia a transcrição da 1ª caixa-preta (voice recoder)
Entenda como funciona a caixa-preta
Saiba o que é manete
Saiba o que são os Spoilers
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O acidente
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A aeronave Airbus A320 da TAM, vôo
JJ 3054, saiu de Porto Alegre às 17h16 com destino a São Paulo, Aeroporto de
Congonhas.
Às 18h30 derrapou e saiu da pista,
cruzando a Avenida Washington Luís e chocando-se com um prédio da TAM Express
situado quase em frente ao aeroporto, muito próximo a um posto de gasolina. O
piloto ainda tentou arremeter quando percebeu que estava derrapando, porém não
obteve êxito.
Em razão dos problemas na hora do
pouso, o avião derrapou e se chocou com o prédio da TAM Express, localizado
próximo à alça de acesso da avenida dos Bandeirantes, que possuía quatro andares
e foi incendiado devido à colisão e explosão da aeronave.
O prédio funcionava como depósito
da unidade de encomendas e também como garagem do serviço de shutter da TAM.
Nele trabalhavam diversos funcionários no momento do acidente.
O avião, em sua trajetória
desgovernada, atingiu pessoas em terra. Não se sabe,
ainda, se há mortos ou se existem feridos entre as pessoas que estavam
passando pela avenida, importante via da capital paulista. Nenhum funcionário do
posto de gasolina se feriu.
Considerando apenas as vítimas a
bordo da aeronave, este é um dos trinta piores acidentes da história da aviação
civil e o maior dos últimos cinco anos. Em 2002, a queda de um avião próximo à
costa de Taiwan vitimou 206 passageiros e 19 tripulantes.
Até o presente momento, o acidente
com o vôo 3054 da TAM está ocupando a 29ª posição no ranking dos piores
acidentes aéreos da história, organizado pela Aviation Safety Network.
Segundo a TAM, a
quantidade de passageiros era 187, podendo o número de mortos elevar-se a 200,
contando os funcionários presentes no edifício e transeuntes.
O mais grave
desastre aéreo da aviação registrado até hoje, ainda segundo a Aviation Security
Network, aconteceu em 1977, quando duas aeronaves das companhias Pan Am e KLM
chocaram-se na hora da decolagem no Aeroporto de Tenerife, Espanha, matando 583
pessoas. |
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O
avião |

Foto
acima: a mesma aeronave do acidente, PR-MBK (PlanePictures.net)
Histórico da aeronave:
Tipo:
Airbus A.320-233
Operador:
TAM Linhas Aéreas
Registro/Prefixo: PR-MBK
Número de
série: 789
Primeiro
vôo: 13/03/1998
Horas vôo
até o acidente: 20.379
Em
25/03/1998 foi adquirido pela TACA (El Salvador). Utilizou o
prefixo N454TA.
Em
03/12/2003 foi adquirido pela Pacific Airlines (Vietnã).
Utilizou o prefixo VN-A168.
Em
01/01/2007 foi adquirido pela TAM. Utilizou o prefixo
PR-MBK.
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Vítimas |
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Clique aqui e veja a Lista de
vítimas do Vôo TAM 3054
Entre diversos empresários e dirigentes de empresas,
estavam presentes no vôo o deputado federal Júlio Redecker, do PSDB do Rio
Grande do Sul, o ex-presidente do Sport Club Internacional Paulo Rogério
Amoretty Souza e o diretor regional do SBT João Roberto Brito. Pessoas que
trabalhavam no prédio da TAM Expresss também morreram na colisão. |
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Investigação da
tragédia |
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Quinze dias antes do
acidente a nova pista do aeroporto foi liberada, após uma grande
reforma, que custou aproximadamente 19 milhões de reais, exatamente para
torná-la mais segura. Mesmo assim vários pilotos afirmavam que ela não
estava segura. O inicio das operações se deu sem a finalização de um
item, a construção de ranhuras (grooving/strips) que fazem com que haja
uma maior aderência entre a aeronave e a pista.
No dia anterior ao
acidente, às 12h43, uma aeronave modelo ATR 42-300, da empresa Pantanal, já
havia derrapado nesta mesma pista (17R/35L com 1.940 x 45 metros),
provocando o fechamento do aeroporto por 20 minutos. Chovia no momento
da derrapagem e uma das causas apontadas foi a aquaplanagem, perda de
atrito dos pneus ao passar sobre uma lâmina d'água.
A Infraero não havia
concluído as investigações desse acidente e, portanto não é possível
determinar se essa foi a única causa da derrapagem.
Cinco minutos antes do
acidente, foi solicitado à Infraero, que fizesse uma medição da camada
de água na pista para, se necessário, providenciar a suspensão dos
pousos e decolagens. A medição foi feita e, no entanto, as operações de
pouso e decolagens não foram interrompidas.
Existe a possibilidade do
avião da TAM ter pousado a uma velocidade superior ao normal; isto
poderá ser conferido pela análise da caixa preta do avião e através dos
equipamentos de controle de vôo. Se isso ocorreu, há duas hipóteses a
serem analisadas: ou foi um problema do piloto ou um problema mecânico.
Na manhã seguinte ao
acidente, o presidente Lula ordenou ao ministro da Justiça, Tarso Genro,
que solicitasse à Polícia Federal uma investigação sobre a entrega das
obras do aeroporto. Segundo nota oficial de Genro, "há suspeitas de que
a entrega da pista principal do aeroporto sem o chamado 'grooving' tenha
colaborado com o acidente".

Na foto acima o
grooving em pista de aeroporto.
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Comunicados oficiais da TAM |
A
TAM, através de sua Assessoria de
Imprensa, já divulgou alguns Comunicados oficiais sobre
o acidente.
No
primeiro, liberado às 19h53 do dia 17, o sentido era o
de cientificar os parentes das vítimas do acidente
ocorrido, bem como disponibilizar telefone de contato,
através do qual podem ser obtidas maiores informações
sobre o ocorrido.
No
segundo, às 20h31, afirmava que antes de liberar a lista
com o nome das vítimas, as famílias seriam comunicadas.
No terceiro informativo, divulgado
às 21h29, reitera-se o que já foi dito e há a
confirmação do número de pessoas que embarcaram no avião.
Às 00h30
do dia 18 de julho de 2007,
através do 4º Comunicado, a
TAM divulgou a primeira lista com os membros do vôo
3054, incluindo onze pessoas, dentre passageiros e
funcionários da companhia. Porém, por volta das 9 horas
da manhã, em seu nono comunicado oficial,
a TAM elevou o número de pessoas a bordo da aeronave
para 186.
Nesta
sexta-feira, 20 de julho, a TAM Linhas Aéreas informou
que o funcionário Marcos Stepanski, considerado
desaparecido pela empresa, estava no vôo 3054 que fazia
a rota Porto Alegre-São Paulo e se acidentou na última
terça-feira em Congonhas. Com isso, sobe para 187 o
número de passageiros que morreram no pior acidente
aéreo já registrado no país. A companhia informou que
Marcos viajava como tripulante não-operante na aeronave.
Clique aqui e leia a íntegra dos Comunicados da TAM
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Conseqüências |
O acidente
agrava ainda mais a crise do setor aéreo brasileiro,
sendo que no dia seguinte a tragédia se registraram
atrasos nos vôos em diversos aeroportos do país. Parte
das aeronaves que teriam o Aeroporto de Congonhas como
destino foram desviadas para os aeroportos Cumbica, em
Guarulhos ou Viracopos, em Campinas.
Após
análise do Centro de Investigação e Prevenção de
Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o comando da
Aeronáutica desautorizou o funcionamento da pista
principal do Aeroporto de Congonhas em dias de chuva,
tendo no entanto liberado o uso da pista auxiliar nestas
condições, conforme anunciou o comandante Juniti Saito
ao presidente Lula.
Prejuízo financeiro
Como
conseqüência do acidente, as ações das principais
companhias aéreas recuaram no mercado financeiro. Já às
10h38 de quarta-feira, as ações da TAM na Bovespa
despencavam 7,73%, negociadas a 61,19 reais. A Gol
registrava queda de 3,68% e a fabricante Embraer, 0,57%.
No exterior, papéis da empresa que controla a Airbus
caíam 1,68%.
Estabelecimentos interditados
A Defesa
Civil interditou 27 imóveis, dentre residências,
estabelecimentos comerciais e estacionamentos, de forma
temporária. Essa interdição durará até que se comprove
se as falhas nas estruturas dos imóveis afetam a
segurança dos seus ocupantes. As informações até o
momento atestam que cinco imóveis estão condenados, o
que impossibilitará o retorno dos seus membros.
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Fontes e fotos: G1, Terra, Folha Online
e pesquisa Site Desastres Aéreos. |
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