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1959

 


 

22.12.1959

13:40 hs.

 

VASP - Viação Aérea São Paulo

Vickers 827 Viscount

Prefixo: PP-SRG

 

 

Passageiros: 26

Tripulantes: 6

Vítimas a bordo: 32

Vítimas em solo: 10

Total de vítimas: 42

 

FAB - Força Aérea Brasileira

Fokker T-21 (S.11)

Prefixo: FAB0742

 

 

Tripulantes: 1

 

O Desastre Aéreo de Ramos foi um acidente aéreo ocorrido em 22 de dezembro de 1959, no Bairro de Ramos, no Rio de Janeiro. Nesta data, uma aeronave de treinamento Fokker T-21 da Força Aérea Brasileira chocou-se em pleno ar com um Vickers Viscount da VASP. O choque provocou a queda das aeronaves, causando a morte dos 32 ocupantes do Viscount além de 10 pessoas no solo, atingidas pelos destroços da aeronave. O piloto da FAB, o Cadete Eduardo da Silva Pereira, saltou de paraquedas, sendo o único sobrevivente.

Clique AQUI para ler o relato completo sobre esse acidente.

 


 

04.12.1959

FAB - Força Aérea Brasileira

Douglas C-47A-25-DK (DC-3)

Prefixo: FAB 2070

 

Acidente com o DC-3, ex-PP-ANZ da Real, adquirido pela FAB, em Cumuruxatiba, na Bahia, causa a morte dos seis tripulantes.


 

22.11.1959

NAB – Navegação Aérea Brasileira

Douglas C-53

Prefixo: PP-NAZ

 

 

Acidente com  avião cargueiro sobre o oceano próximo ao Rio de Janeiro, RJ.

Os dois tripulantes da aeronave morreram.

 


 

24.09.1959

TASTransportes Aéreos Salvador

Curtiss C-46A Commando

Prefixo: PP-ITI

 

A aeronave tripulada pelo Comandante Leonidas Frota de Matos, piloto Fernando Carlos Orsine e radiotelegrafista Francisco Buendia, levava os passageiros Vicente Liberato e o menor Carlos A. Coutinho e transportava em seu interior dois jipes.

 

Após o disparo da hélice do motor esquerdo, o piloto Matos foi obrigado a realizar uma descida forçada. Foi relatado que, caso optasse por alijar a carga, haveria a possibilidade de prosseguir o voo, mas dado o valor da mesma e por questões de segurança, optou-se pelo pouso forçado num pântano localizado entre Cuiabá e Três Lagos, nas proximidades do Rio São Francisco, em Mato Grosso. Ninguém se feriu no pouso. Por rádio, a tripulação fez contato com o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, solicitando o resgate.

 

Dada a perícia do piloto na aterrissagem forçada, a aeronave sofreu danos mínimos e a companhia aérea cogitava construir um pista de emergência no local para que o avião pudesse decolar novamente.


 

23.09.1959

VASP - Viação Aérea São Paulo

SAAB Scandia 90A-1

Prefixo: PP-SQV

 

 

Às 18:40 hs da quarta-feira, 23 de setembro de 1959, o avião Saab não conseguiu ganhar altura suficiente após a decolagem e caiu em uma área residencial no Bairro Vila Clara, a cerca de 4,5 km ao sul do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

  

O avião seguiria em direção ao Rio de Janeiro. A causa do acidente não pôde ser determinada. A bordo estavam quarto tripulantes e 16 passageiros. Todos morreram.

 

 

 

 

 

Folha da Manhã, 24, 25 e 26.09.1959

 


 

23.09.1959

Remo de Paoli

Curtiss C-46

Prefixo: PP-ITI

Acidente com avião Curtiss C-46 em Rondonópolis.


 

22.09.1959

FAB - Força Aérea Brasileira

Lockheed P2V - P-15 Netuno

Prefixo: FAB 7007

 

Em 22 de setembro de 1959, um P-15 da FAB, de matrícula 7007, se acidentou durante a decolagem no Aeroporto de Salvador, na Bahia, onde localizava-se o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), havendo perda total da aeronave e morte de todos os tripulantes. Não temos informações sobre o número de vítimas.


 

27.08.1959

REAL Transportes Aéreos

Douglas C-47A-25-DK (DC-3)

Prefixo: PP-AVY

 

 

Acidente no Aeroporto de Maringá, PR. Sem vítimas fatais.

 


 

15.07.1959

Paraense Transportes Aéreos

Curtiss C-46A-40-CU Commando

Prefixo: PT-BEE

 

 

Após decolar do município de Pedro Afonso, no Tocantins, com destino a Belém, no Pará, um incêndio irrompeu no compartimento da roda direita. Após uma fracassada tentativa de apagar o fogo, o pouso de emergência foi realizado próximo a Babaçulândia, TO.

 

A causa provável apontada foi um vazamento no sistema de combustível, causando o incêndio a bordo. Sem vítimas fatais.

  


  

06.05.1959

Paraense Transportes Aéreos

Curtiss C-46A-40-CU Commando

Prefixo: PP-BTA

 

 

Após decolagem noturna do Aeroporto de Belém, o C-46 fez uma curva à direita em baixa altitude, caiu e pegou fogo. Sem vítimas fatais.

 


 

01.03.1959

FAB - Força Aérea Brasileira

Douglas DC-3 (C-47)

Prefixo: FAB 2060

 

O DC-3 decolou do Rio de Janeiro, RJ, com destino ao Aeroporto de Salvador, e caiu a cerca de 30 km do município de Caravelas, na Bahia. A bordo estavam cinco tripulantes e 13 passageiros. Todos morreram.

Folha da Noite, 03.03.1959

Clique AQUI e leia mais sobre o acidente no jornal da época.


 

11.01.1959

Lufthansa

Lockheed L-1049G Super Constellation

Prefixo: D-ALAK

 

No final da manhã de domingo, 11 de janeiro de 1959, o Super Constellation operava o voo LH502 entre Hamburgo, na Alemanha, para Buenos Aires, na Argentina, com escalas em Frankfurt, Paris, Lisboa, Dakar (Senegal), Recife e Rio de Janeiro. A tripulação já havia ultrapassado sua carga horária dentro dos padrões alemães.

 

Quando se aproximavam do momento do pouso, a cerca de 20 minutos do Rio de Janeiro, a tripulação iniciou a descida dos 4.200 m para 3.000 m. A instrução era para que fosse mantida a altitude de 3.000 m para o procedimento de aproximação e aterrissagem na pista 14 do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Ao longo do início do procedimento, eles foram liberados para descer a 900 m.

 

A torre do Galeão foi contatada e informada de que tudo estava dentro dos parâmetros corretos. Porém, o avião desceu sobre a Baía de Guanabara em condições de chuva e bateu na água com a bequilha  (roda dianteira). A tripulação, então, presumivelmente, tentou continuar a abordagem a pista, mas por volta das 11:20 (hora local) o Constellation caiu perto de uma praia a cerca de 10 km da pista do Aeroporto do Galeão. Dos 10 tripulantes e 29 passageiros a bordo, apenas três tripulantes sobreviveram.

 

Causa provável

 

"Apesar de uma investigação exaustiva, não foi possível determinar a causa real do acidente. No entanto, foi apontada como causa provável um erro do piloto ao descer abaixo da altitude mínima na aproximação final e a fadiga da tripulação foi considerado um fator contribuinte".

 

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Fotos: www.baaa-acro.com

 


 

06.01.1959

Paraense Transportes Aéreos

Curtiss C-46A-45-CU Commando

Prefixo: PP-LDH

 

 

O C-46, em um voo para o Rio de Janeiro, teve que alternar para p Aeroporto do Galeão em razão do fechamento temporário do Aeroporto Santos Dumont. Todos os passageiros desembarcaram no Galeão.

 

Quando o aeroporto foi aberto para o tráfego novamente, os cinco tripulantes decolaram sem passageiros para o Aeroporto Santos Dumont. Ao pousar, a aeronave ultrapassou o limite da pista 02 e invadiu o mar. Nenhuma vítima fatal.

 

A causa provável

 

"Erro por parte do piloto ao estimar a distância necessária para o pouso".

 

 


1958


 

30.12.1958

VASP - Viação Aérea São Paulo

SAAB Scandia 90A-2

Prefixo: PP-SQE

 

 

O Saab decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com quatro tripulantes e 33 passageiros a bordo.

 

Ao atingir a altitude de 50 m, o motor nº 1 falhou. O piloto fez uma curva de 90 graus à esquerda e, depois de voar em frente por cerca de 500 m, começou outra curva para a esquerda. Durante essas manobras, por volta das 12:09 hs., a aeronave parou de funcionar e caiu no mar.

 

Morreram na queda os quatro tripulantes e dezessete passageiros.

 

Causa provável

 

"O acidente foi atribuído ao piloto pela manipulação incorreta dos controles de voo".

 

Folha da Manhã, 31.12.1958

Clique AQUI e leia mais sobre o acidente no jornal da época.


 

22.09.1958

Navegação Aérea Brasileira

Douglas VC-47D (DC-3)

Prefixo: PP-NAR

 

 

Um avião da Força Aérea dos EUA, o Douglas VC-47D, prefixo 43-48758, havia se envolvido em um acidente e foi considerado danificado “além do reparo”. Essa mesma aeronave foi vendida para a empresa Navegação Aérea Brasileira. Mecânicos não qualificados para o trabalho, foram escalados para reparar o avião.

 

No dia 21 de setembro, o avião foi autorizado a realizar um voo teste de sete minutos. Um dia depois, na segunda-feira, 22 de setembro de 1958, um outro voo de teste foi planejado. Logo após a decolagem desse 2º voo teste, o trem de pouso principal esquerdo não se retraiu. Dois minutos depois, o trem desprendeu-se e atingiu a asa que ficou dobrada para cima. O restante da asa direita ala também se desprendeu e o avião caiu verticalmente no solo. Os três tripulantes morreram no acidente.

 

Causa provável: "A utilização de pessoal não qualificado para a reparação de uma aeronave após um acidente".

  


 

22.09.1958

VARIG

Convair CV-240-2

Prefixo: PP-VCK

 

 

N.o Aeroporto de Brasília, um treinamento de "touch and go” estava sendo realizado sob chuva. Devido à falha dos limpadores dos pára-brisas, o piloto abriu a janela direta da cabine. Durante uma das abordagens, a janela desprendeu-se e caiu sobre a coluna do manche. Ao tentar subir com força total, o avião caiu e explodiu em chamas. Os três tripulantes conseguiram sobreviver ao acidente.

  


 

05.09.1958

Loide Aéreo Nacional

Curtiss C-46A-45-CU Commando

Prefixo: PP-LDX

 

 

O avião havia decolado do Rio de Janeiro (RJ) às 03h42min do dia 5 de setembro de 1958 e faria escalas em Vitória, Ilhéus, Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, Natal e Campina Grande e, logo após, seguiria para seu destino final, a cidade de Fortaleza (CE).

Devido ao tempo chuvoso e encoberto, com a visibilidade prejudicada, foram feitas várias tentativas frustradas de pouso no então Aeródromo de Campina Grande, na Paraíba. Na última aproximação, a aeronave estava voando abaixo do teto de aproximação se chocando contra o solo, sobre um roçado na margem esquerda da BR-230, no Bodocongó. Entre os mortos, estavam o comandante e a telegrafista do avião, um médico, um arquiteto e um gerente do Banco do Brasil.

Um dos sobreviventes do acidente foi o então estudante de direito Renato Aragão.

As vítimas eram resgatas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para os hospitais Pedro I, prontos socorros da região e Ipase em estado grave. Sendo o local de difícil acesso, o trabalho de resgate dos bombeiros foi extremamente dificultoso.

Inacreditavelmente, mesmo com a operação de resgate em andamento, moradores locais aproveitavam a confusão formada para saquear e roubar pertences dos feridos e mortos no acidente.

Atualmente, no local exato do acidente, existe um oratório e uma cruz onde muitas pessoas rezam e pagam promessas. O local foi batizado como "capela do avião".

A bordo, estavam quatro tripulantes e 14 passageiros, dos quais 13 (dois tripulantes e 11 passageiros) morreram.

 

Causa provável

 

"O acidente ocorreu devido a um erro do piloto (procedimento inadequado durante um voo por instrumento autorizado) e uma causa contribuinte foi o erro por parte de outras pessoas (a previsão meteorológica era incorreta)".

 

Clique AQUI e leia o relato de uma testemunha do acidente.

  

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Fonte das imagens: ostrapalhoes.net

 


 

19.08.1958

Cruzeiro do Sul

Douglas C-47-DL (DC-3)

Prefixo: PP-CDI

 

 

O DC-3 realizou uma aproximação para pouso muito alta, de modo que o piloto teve que desacelerar para perder altura. A aeronave, de repente, entrou em uma corrente descendente, fazendo com que o avião colidisse contra uma pequena construção na pista do aeroporto de Itajaí, em Santa Catarina. Sem vítimas fatais.

 

Causa provável

 

"O uso incorreto do motor e dos controles."

 


 

11.08.1958

Loide Aéreo Nacional

Douglas DC-4

Prefixo: PP-LEQ

 

 

O DC-4 com seis tripulantes e cinco passageiros, caiu por causas desconhecidas perto da Ilha de Carapí, no estado do Pará, quando fazia aproximação para pouso no aeroporto de Belém-Val de Cães. Dos 11 passageiros e tripulantes a bordo, apenas um passageiro sobreviveu.

  


 

15.07.1958

VARIG

Curtiss C-46

Prefixo: PP-VBJ

 

 

Acidente em Gravatá, PE. Três mortos.

 


 

16.06.1958

Cruzeiro do Sul

Convair CV-440-59

Prefixo: PP-CEP

 

 

O Convair, vindo de Florianópolis com cinco tripulantes e 21 passageiros a bordo, posicionou-se para a aterrissagem na pista 33 do Aeroporto de Curitiba, por volta das 17:45 (hora local) em São José dos Pinhais (PR), quando foi pego por uma corrente de ar vertical. O avião desceu bruscamente e colidiu com o solo, matando os cinco tripulantes e 16 passageiros.

 

Causa provável: "O acidente ocorreu devido a correntes descendentes."

 

Um relato sobre o acidente

No dia 16 de junho de 1958, o primeiro grande acidente aéreo do Paraná vitimou o então senador e ministro da Justiça Nereu de Oliveira Ramos, o governador de Santa Catarina, Jorge Lacerda, e o deputado federal Leoberto Leal. Curitiba parou perplexa e Santa Catarina até hoje lamenta o acidente que transfigurou sua história.

No dia seguinte, o jornal O Estado do Paraná publicou: “Curitiba, na tarde de ontem, viveu a dolorosa sensação de uma tremenda catástrofe aérea, pois, pela primeira vez, um grande avião de passageiros aqui encontrou o seu trágico fim”.

“O avião e seu drama”, contava este jornal: “Procedente de Porto Alegre, com escala em Florianópolis, o avião prefixo PP-CEP, Convair 840, da Cruzeiro do Sul, cruzava os céus de Curitiba após as 17 horas, à espera do “pode” da torre de controle do aeroporto Afonso Pena, pois o tempo se apresentava muito nublado, acompanhado de forte temporal, com teto, pois, praticamente nulo”.

Quase noite, às 17h55, o comandante Licínio pediu o pouso de emergência. Não foi autorizado. Noite escura, eram 18h55 quando o Convair 840 foi ao chão. O ex-presidente da República (que assumiu depois da morte de Getúlio Vargas) Nereu Ramos teria outra sorte, caso a torre de controle não tivesse dado preferência à decolagem de outra aeronave, forçando o PP-CEP a rondar os céus de Curitiba, sem autorização de pouso. Com destino ao Rio de Janeiro, então Capital da República, 18 passageiros embarcaram em Porto Alegre, e quatro em Florianópolis. Oito salvaram-se. Quatorze morreram, junto com cinco tripulantes. Entre eles o padre Osvaldo Gomes, um dos fundadores do Colégio Nossa Senhora Medianeira.

Entre mortos e feridos, um dos passageiros foi seqüestrado. A razão do seqüestro foi estampada nas primeiras páginas dos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná: “Em nossa redação um dos sobreviventes!”. O seqüestrador foi o repórter Osmar (Chiquinho) Zimmermann. Oriundo de uma família de gráficos, Chiquinho começou na Editora O Estado do Paraná como linotipista, passou a diagramador e depois repórter. Posteriormente chegou a ser o vereador mais votado de Cascavel, onde faleceu. Naquela noite, assim que a notícia da queda do avião chegou à redação, o repórter correu para São José dos Pinhais e foi o único a ouvir o sobrevivente Orestes José de Souza, natural de Curitibanos (SC): “Poucos minutos antes do acidente, o deputado Leoberto Leal passou por mim e disse que estranhava a demora. Em seguida, foi sentar-se junto ao senador Nereu Ramos, que viajava na frente, próximo ao governador Lacerda. Tinha muita cerração, nenhuma visibilidade. Senti um choque. Deu a impressão que o avião se encolhia. Ouvi muito gritos de desespero, pedidos de socorro, na escuridão alguém dizia para não acender fósforos para não provocar explosão. Cinco saíram antes de mim, fui o último a sair dos destroços”.

Orestes José de Souza perdeu o relógio e andou um quilômetro e meio, sob chuva e ventania, até encontrar uma casa onde foi chamado um táxi. Junto veio o repórter Chiquinho Zimmermann, que o seqüestrou. Para esconder o sobrevivente da concorrência, que no dia seguinte o daria como morto, Chiquinho levou Orestes direto para a redação do jornal.

Depois de garantido o furo de reportagem, a vítima foi hospedada no Hotel Ferroviário, na Avenida Barão do Rio Branco, próximo ao jornal. “Amanhecendo coberta de luto, a população curitibana acorreu em massa ao Palácio Iguaçu”, para velar os ilustres catarinenses. De Paranaguá, onde nasceu o governador de Santa Catarina, veio uma coroas de flores: “A Jorge Lacerda, a gratidão e a saudade de Paranaguá”. Nos jornais, junto às fotos da tragédia, os cines Ópera e Arlequim anunciavam a estréia do maior filme do mundo, com quatro horas de projeção, inteiramente em technicolor: “E o vento levou...”

Por Dante Mendonça, em 14.06.2008, em sua coluna no Paraná-Online.

 

Jornal do Brasil, 17.06.1958

  


 

10.06.1958

Aerolineas Argentinas

Douglas DC-6

Prefixo: LV-ADV

 

 

Imediatamente após atingir a altitude de cruzeiro a hélice do motor nº 4 perdeu potência e parou de funcionar. Um pouco mais tarde o motor nº 2 começou a vibrar e, também, parou de funcionar.

 

O DC-6, com seis tripulantes e 16 passageiros a bordo, que havia decolado do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), em direção a Buenos Aires, na Argentina, começou a perder altura, a uma taxa de 500 fpm, o que forçou a tripulação a realizar um pouso de emergência em uma praia da Ilha Grande (RJ).

 

Ninguém ficou ferido, mas o avião ficou seriamente danificado.

 


 

31.05.1958

Paraense Transportes Aéreos

Curtiss C-46D-15-CU Commando

Prefixo: PP-BTB

 

 

Queda de avião de carga logo após a decolagem do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Os quatro tripulantes morreram no acidente.

 


 

01.02.1958

Loide Aéreo Nacional

Douglas DC-4

Prefixo PP-LEM

 

 

No sábado, 1º de fevereiro de 1958, durante a decolagem noturna do Aeroporto Santos Dumont em direção a Fortaleza, no Ceará, levando a bordo cinco tripulantes e 62 passageiros, o motor nº 4 do CD-4 PP-LEM falhou.

 

A tripulação abortou a decolagem, reduziu potência e aplicou os freios. 100m antes da pista acabar, um dos pneus do trem de pouso estourou, fazendo com que o DC-4 fosse parar do lado de fora da pista explodindo em chamas.

Dois tripulantes e três passageiros morreram.

 

Causa provável

 

“Falha do motor e mau funcionamento dos freios de estibordo".

 

Folha da Manhã, 02.02.1958

 


 

16.01.1958

Cruzeiro do Sul

Fairchild C-82A-FA Packet

Prefixo: PP-CEF

 

 

Durante a decolagem do avião de carga da Cruzeiro do Sul do Aeroporto Val-de-Cans, em Belém (PA), o motor nº 1 pegou fogo e parou de funcionar. A aeronave caiu a poucos quilômetros de distância, matando os três tripulantes a bordo.

 


 

11.01.1958

Cruzeiro do Sul

Fairchild C-82A-FA Packet

Prefixo: PP-CEH

 

 

A aeronave decolou do Aeroporto Santos do Dumont, no Rio, para um voo de treinamento, mas se acidentou ao perdeu altitude e atingir uma barreira antes de cair na Baia da Guanabara. Os dois tripulantes escaparam com vida.

 


 

03.01.1958

VARIG

Douglas DC-3-277D

Prefixo: PP-VDL

 

 

A aeronave estava em um voo de treinamento em Porto Alegre (RS) quando o instrutor desligou o motor nº 2. Voando a baixa altitude sobre a pista, o DC-3 derivou para a direita, o que foi corrigido pelo instrutor usando o controle do leme. Porém, o avião atingiu uma atitude perigosa e a potência foi cortada e o avião se acidentou ao pousar. Os dois tripulantes escaparam com vida.

 

Causa provável

 

"Erro de julgamento por parte do instrutor".

 


1957


 

22.12.1957

Paraguayan Air Services

Curtiss C-46A-50-CU Commando

Prefixo: ZP-CBM

 

O avião, que havia saído de Assunção, no Paraguai, para um voo experimental em direção a Miami, nos EUA, tinha escalas planejadas para o Rio de Janeiro e Belém, no Pará.

 

O voo decolou às 17:52 (hora local) do Aeroporto Santos Dumont em direção a Belém (PA), mas caiu na costa do município de Aracruz, no Espírito Santo. O avião teria sido sabotado com ácido clorídrico adicionado ao combustível.

 

Rumores dizem que o avião transportava 70 milhões de dólares em dinheiro e 140 kg de platina. Os dois tripulantes e os três passageiros morreram no acidente.

 


 

04.11.1957

REAL Transportes Aéreos

Douglas C-54A-5-DO (DC-4)

Prefixo: PP-AXS

 

 

O DC-4 tinha acabado de chegar a altitude de cruzeiro de 3000m, quando a pressão de combustível do o motor nº 2 caiu para zero. Enquanto a tripulação tentou reparar o problema, a pressão do óleo em ambos os motores se subiu e uma fumaça começou a sair da bateria e do compartimento do gerador. Em seguida, o motor nº 2 pegou fogo. Durante a descida para um pouso de emergência, o motor em pane se desprendeu da asa. A aeronave se acidentou perto da Praia da Baleia, em São Sebastião (SP). Os quatro tripulantes e os 30 passageiros escaparam com vida.

 

Causa provável

 

"Falha no tubo de fornecimento de combustível do motor nº 2".

 


 

18.10.1957

VARIG

Douglas C-47A-80-DL (DC-3)

Prefixo: PP-VCS

 

 

Durante a decolagem do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o DC-3 derivou para a direita. Quando o desvio se tornou excessivo, o piloto tentou subir, mas a uma velocidade muito baixa. A aeronave tocou o solo novamente passando a pista, mas recuperou-se e conseguiu levantar voo e seguir adiante, mas para evitar bater em um morro, realizou uma curva à esquerda, durante a qual a asa esquerda bateu no telhado de uma casa. A aeronave caiu matando seus três tripulantes.  

 

Causas prováveis

 

"O uso incorreto dos controles de voo durante a corrida de decolagem, uma possível falha do motor de bombordo e as condições turbulentas perto do chão".

 


 

10.04.1957

REAL Transportes Aéreos

Douglas C-47A-20-DK (DC-3)

Prefixo: PP-ANX

 

 

Após decolar do Rio de Janeiro (RJ) com destino ao Aeroporto de Congonhas em São Paulo, levando a bordo quatro tripulantes e 26 passageiros, o DC-3 estava voando perto de Ubatuba (SP) quando o motor nº 2 começou a pegar fogo. A tripulação iniciou uma descida de emergência para pouso em Ubatuba mesmo. Devido a chuva, a tripulação percebeu que estava diante do Pico do Papagaio, na Ilha Anchieta, quando já era tarde demais. Às 15:20 (hora local) daquela quarta-feira, a aeronave se chocou contra a montanha matando três tripulantes e 23 passageiros. Quatro pessoas escaparam da morte.

 

 


 

07.04.1957

VARIG

Curtiss C-46A-45-CU Commando

Prefixo: PP-VCF

 

 

No domingo, 7 de abril de 1957, logo após a decolagem do Aeroporto de Bagé (RS) em direção ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), o C-46, com cinco tripulantes e 35 passageiros, foi acometido por um incêndio no compartimento do trem de pouso esquerdo. O piloto, no entanto, achava que o incêndio ocorria no motor nº 1 e decidiu retornar ao aeroporto de partida. Na aproximação final ele tentou diminuir a velocidade da aeronave, mas não obteve êxito. Para evitar uma aterrissagem de barriga, o piloto aplicou força total e tentou subir novamente para uma outra abordagem para novo pouso. Ao longo da intersecção da pista 05 e 23, a asa esquerda da aeronave separou-se da fuselagem, causando a queda do avião. Todos os 40 ocupantes morreram no acidente.

 

Causa provável

 

"Um incêndio no compartimento do trem de pouso e a consequente quebra da asa esquerda durante o voo. Outra possível causa foi o erro de julgamento do piloto, que não conseguiu avaliar a intensidade do fogo no alojamento do trem de pouso e, depois de ter pensado que, ao aplicar o procedimento previsto no "Regulamento para os C-46', o fogo havia sido extinto ou tinha se tornado irrelevante".

 

 


 

23.02.1957

VASP - Viação Aérea São Paulo

Junkers Ju-52/3m

Prefixo: PT-AUX

 

 

Após a decolagem do Aeroporto de Congonhas com destino ao Rio de Janeiro, para um voo de transporte de carga, o Junkers, caiu às 9:50 da manhã de sábado, em uma área aberta a 10 km a oeste do município de Salesópolis (SP), explodindo em chamas.

 

Os dois tripulantes e os quatro passageiros morreram na hora.

 

Folha da Manhã, 24.02.1957

 


1956


 

30.10.1956

DGAC - Direction Générale de l'Aviation Civile (França)

Hurel-Dubois HD-321

Prefixo: F-BHHA

 

 

Acidente com avião do Departamento de Aviação Civil da França no Rio de Janeiro em voo de demonstração realizada por pilotos franceses após decolagem do Aeroporto do Galeão.

 

Dos sete ocupantes a bordo da aeronave, apenas o aviador brasileiro, o Capitão Newton Monteiro de Campos, um dos passageiros, morreu. O avião caiu no mar a 10 km do aeroporto.

 

Fonte: Newton Monteiro de Campos Junior (filho do aviador morto no acidente)

 

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Imagens via ASN

 


 

06.09.1956

Loide Aéreo Nacional

Douglas C-47A-25-DK (DC-3)

Prefixo: PP-ANK

 

 

Numa escala anterior, no município de Caratinga, no interior de Minas Gerais, o motor nº 1 (Pratt & Whitney R-1830-92) do DC-3 havia apresentado problemas. Após reparos a aeronave prosseguiu para Belo Horizonte. Às 14:30 da sexta-feira, 6 de setembro de 1956, na decolagem para Uberlândia, também em Minas Gerais, o motor nº 1 apresentou súbita perda de potência e o DC-3 derivou para a esquerda, caiu e pegou fogo. Por sorte, nenhum dos 18 ocupantes morreu no acidente.

 

Causas prováveis

 

"Erro de julgamento por parte do piloto em não tentar estabelecer a potência adequada para a partida do motor de bombordo e manutenção inadequada".

 


 

09.07.1956

FAB – Força Aérea Brasileira

Douglas C-47A-90-DL (DC-3)

Prefixo: FAB2062

 

 

O avião militar decolou do Aeroporto de Rio Branco, no Acre, com seis tripulantes e 20 passageiros a bordo. Minutos após a decolagem, o avião caiu num rio próximo a capital acreana. Quatro tripulantes e quatro passageiros morreram no acidente.

 


 

20.05.1956

Particular

Lockheed 12 Electra Junior

Registration PP-NBI

 

Acidente sem vítimas fatais. Local desconhecido.

 


 

07.05.1956

VASP - Viação Aérea São Paulo

Douglas C-47A-5-DK (DC-3)

Prefixo: PP-SPX

 

 

O DC-3 pegou fogo no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Não havia ninguém a bordo. As causas do incêndio são desconhecidas.

 


 

18.04.1956

Panair do Brasil

Boeing-Canada PB2B-1 Canso A (PBY-5A)

Prefixo: PP-PDB

 

 

Ao finalizar o voo que teve origem em Belém, no Pará, com cinco tripulantes e sete passageiros a bordo, o hidroavião PBY-5A partiu-se em dois após colidir com um objeto submerso ao pousar no município de Parintins, no Amazonas. O Comandante Luís Anet, o rádio-operador e um passageiro morreram no acidente.

 


 

05.04.1956

REAL Transportes Aéreos

Douglas C-47A-25-DK (DC-3)

Prefixo: PT-YQA

 

 

Um avião de passageiros C-47 sofreu grandes danos em um acidente durante a decolagem do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O avião estava sendo pilotado por um mecânico bêbado que havia sido demitido da empresa aérea. Sem vítimas fatais.

 


1955


 

01.12.1955

Cruzeiro do Sul

Douglas C-47B-28-DK (DC-3)

Prefixo: PP-CCC

 

 

O DC-3 decolou de Belém às 09:57 GMT, com quatro tripulantes e dois passageiros, com destino ao a cidade de Barreiras, na Bahia. A uma altitude de 100-250m o motor nº 1 (Pratt & Whitney R-1830-90C) parou de funcionar. A tripulação desligou a bomba hidráulica, fazendo com que o trem de pouso retrátil parasse no meio do caminho. O arrasto resultante  causou a perda de altitude da aeronave. Com o motor nº 1 fora de funcionamento e o com nº 2 a plena potência, a asa esquerda bateu em uma árvore. Uma seção da asa de 2,5 m rompeu, causando a queda da aeronave. O DC-3 bateu no chão e pegou fogo. Os seus ocupantes morreram no acidente.

 

Causa provável: "Uma falha no rolamento da frente do eixo da hélice originou um processo que levou à desconexão da engrenagem de redução na hélice esquerda, causando interrupção súbita do motor esquerdo”.

 


 

26.08.1955

Cruzeiro do Sul

Douglas C-53D-DO (DC-3)

Prefixo: PP-CBY

 

 

O avião partiu do Aeroporto de Campos dos Goitacazes, no Rio de Janeiro, para um voo IFR para os municípios baianos de Caravelas, Ilhéus e Salvador.

O último contato com o voo ocorreu após a partida de Campos quando a aeronave estava a 1500m. O DC-3 foi encontrado mais tarde, após ter atingido o Pico do Forno Grande, numa montanha na Serra do Castelo, entre as cidades de Castelo e Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. Os quatro tripulantes e os nove passageiros morreram no acidente.

 

O Pico do Forno Grande é o quarto pico mais alto do Espírito Santo, com altitude de 2053 metros. Está localizado no município de Castelo, no Parque Estadual do Forno Grande. É o ponto mais alto da Serra do Castelo.

 

Causa provável: "O acidente deveu-se ao desconhecimento por parte da tripulação da existência do Pico do Forno Grande, que – na época - não constava nas cartas de navegação – e pelo voo ter sido realizado fora das vias aéreas e o não cumprimento do plano de voo aprovado".

 


 

03.04.1955

Companhia Itaú de Transportes Aéreos

Curtiss C-46A-60-CK Commando

Prefixo: PP-ITG

 

 

Durante aproximação para o pouso, o avião colidiu contra uma colina a cerca de 2 milhas da pista do Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo.

Os três ocupantes morreram no acidente.

  


 

06.03.1955

REAL Transportes Aéreos

Douglas C-53D-DO (DC-3)

Prefixo: PP-YPZ

 

 

Com três tripulantes e 18 passageiros a bordo, o Douglas DC-3, estava na abordagem ao Aeroporto de Vitória da Conquista, na Bahia. Ao acionar o trem de pouso, o piloto percebeu que o mesmo desceu, mas não ficou travado. Abortada a decolagem, o comandante fez uma passagem sobre a pista para que a equipe em solo visualizasse o trem de pouso e, em seguida, virou a esquerda para nova abordagem, tendo, porém, colidido contra um poste. O DC-3 caiu e pegou fogo. Morreram um tripulante e cinco passageiros.  

 

Causas prováveis

 

“Imprudência por parte do piloto ao não manter a altitude correta, enquanto a inspeção estava sendo feito para determinar a posição do trem de pouso; erro de julgamento por parte do piloto na movimentação dos manetes para um ‘go-around’ com o trem de pouso estendido; e a falha do mecanismo de travamento do trem de pouso"

 


1954


 

??.??.1954

Particular

Junkers Ju-52/3m

Prefixo: PP-DYZ

 

Acidente em Mogi das Cruzes, SP.

 


 

21.10.1954

Cruzeiro do Sul

Douglas R4D-1 (DC-3)

Prefixo: PP-CCP

 

 

Com três tripulantes e 28 passageiros a bordo, o DC-3, batizado “Jurema”, aterrissou em velocidade acima da recomendada sobre pista molhada do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, indo para dentro da Baia da Guanabara. 

  


 

12.09.1954

Cruzeiro do Sul

Douglas C-47A-70-DL (DC-3)

Prefixo:  PP-CDJ

 

 

Na noite de domingo, 12 de setembro de 1954, o avião prefixo PP-CDJ da Cruzeiro do Sul, levantou voo rumo ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo com quatro tripulantes e 26 passageiros a bordo.

 

Pouco depois de completar a subida inicial, o piloto do DC-3 decidiu retornar ao Aeroporto Santos Dumont em razão das péssimas condições meteorológicas que não ofereciam condições mínimas de visibilidade. Vibrações graves no motor nº 1 levaram a tripulação ao desligamento do mesmo.

 

Na aproximação final para a aterrissagem, o avião veio muito alto. Uma arremetida foi tentada, mas a aeronave – com um só motor operando – desceu e, às 20:07 hs, caiu na Baía de Guanabara. Seis passageiros morreram afogados em razão da demora no socorro pelas equipes de salvamento.

  


 

09.09.1954

FAB – Força Aérea Brasileira

Douglas C-47A-DL (DC-3)

Prefixo: FAB 2049

 

 

Acidente com avião da FAB. Sem maiores informações.

 


 

17.08.1954

FAB – Força Aérea Brasileira

Grumman UC4F-2 Widgeon (G-44)

Prefixo: FAB 2668

 

 

Após aterrissar no Aeroporto de Bauru vindo do estado de Mato Grosso, o avião permaneceu duas horas em solo e, em seguida, decolou para nova viagem. Porém, pouco depois de levantar voo, o avião apresentou problemas e caiu a cerca de um quilômetro da pista. Os pilotos, os primeiros-tenentes Pedro Ferreira Botelho e Milton Paiva, feridos, foram retirados e levados para um hospital da região.

  


 

02.07.1954

FAB – Força Aérea Brasileira

Lockheed C-28 Hudson

Prefixo: FAB 2901

 

 

O avião proveniente da Base Aérea de Fortaleza, no Ceará, ao se aproximar para a aterrissagem no Aeroporto Ypiranga, em Salvador, na Bahia, apresentou problemas em seus motores, caindo em pique quase vertical e incendiando-se em seguida. Os corpos das vítimas ficaram irreconhecíveis. Morreram no acidente o piloto, Major Aviador Marcio Teixeira de Carvalho, o Capitão Aviador Luciano Otavio Dutra Barbosa, e os Sargentos Ari Olinisky e Amaro José Barreto e os 16 passageiros.

 


 

17.06.1954

Particular

Aeronave (?)

Prefixo: CC-PBI

 

Avião proveniente do Chile, participante do evento “Revoada Internacional de São Paulo”, acidentou-se em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul. Os três ocupantes sobreviveram.

 


 

17.06.1954

Particular

Piper PA-12 Super Cruiser

Prefixo: LV-YGU

 

Avião proveniente da Argentina, participante do evento “Revoada Internacional de São Paulo”, realizou pouso de emergência no quilômetro 15 da Rodovia Anchieta, em São Paulo. O piloto Alberto Francisco Mozzi trazia como acompanhante o médico Dante S. Giovanelli, comandante de uma base aérea na Argentina. As autoridades bloquearam a rodovia e a aeronave levantou voo em direção a um dos aeroportos da cidade.

 

 


 

17.06.1954

Particular

Piper PA-12 Super Cruiser

Prefixo: LV-ROL

 

Avião proveniente da Argentina, participante do evento “Revoada Internacional de São Paulo”, se acidentou ao realizar uma aterrissagem de emergência numa fazenda em Joinville, Santa Catarina. Dos três ocupantes, um morreu na queda.

 


 

17.06.1954

Particular

Fairchild PT-19

Prefixo: PP-COE

 

Avião decolou do Rio de Janeiro, RJ, para participar do evento “Revoada Internacional de São Paulo”, voando em formação com a aeronave PP-GAV, passou por dificuldades ao atravessar uma grande formação de nuvens. Logo que encontrou um claro entre as nuvens, tentou uma aterrissagem, porém perdeu velocidade e acabou ‘espatifando’ suas asas contra o solo. Seus dois ocupantes nada sofreram

 


 

17.06.1954

Particular

Aeronave (?)

Prefixo: PP-GAV

 

Avião proveniente do Rio de Janeiro, RJ, participante do evento “Revoada Internacional de São Paulo”, voando em formação com a aeronave PP-COE, passou por dificuldades ao atravessar uma grande formação de nuvens. Logo que encontrou um claro entre as nuvens, tentou uma aterrissagem na Rodovia Dutra, mas não foi bem sucedido, indo ao encontro de um barranco. Saíram ilesos seus dois ocupantes, Pedro e França.

 


 

04.06.1954

VARIG

Curtiss C-46A-45-CU Commando

Prefixo: PP-VBZ

 

 

Na sexta-feira, 04 de junho de 1954, o avião cargueiro da Varig decolou do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em direção ao Aeroporto de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com três tripulantes a bordo.

 

Ao alcançar uma altitude de aproximadamente 100 metros, o C-46 abruptamente voou em direção ao solo, ficando totalmente destruído, matando os comandantes Carlos H. Ruhl e Gustavo Adolfo Sabóia de Melo e o radiotelegrafista José Maria de Sá Ribeiro.

 

Investigação posterior apontou como causa do acidente o bloqueio de um dos profundores.

 

Carlos Ruhl era Karl Heinz Ruhl, mas abrasileirou o nome durante a II Guerra Mundial. Apaixonado pela aviação, gostava de voar em planadores e era homem de confiança de Ruben Berta, o mais importante presidente que a Varig teve. O comandante Ruhl foi destacado instrutor de segurança de voo e de formação de pilotos.

 

Em 17 de maio de 1957, o então Presidente da República Juscelino Kubitschek denomina como Aeroporto Carlos Ruhl, o Aeroporto de Cruz Alta, situado no município do mesmo nome, no Estado do Rio Grande do Sul. O aeroporto está desativado desde 1986, quando a Rio-Sul deixou de operar.

 

Fonte: Almanaque Gaúcho, por Ricardo Chaves

 


 

02.06.1954

FAB - Força Aérea Brasileira

Lockheed Hudson

Prefixo: FAB 2901

Acidente com avião da FAB em Salvador, Bahia, deixa 20 mortos.


 

31.05.1954

Transportes Aéreos Nacional

Douglas C-47A-80-DL (DC-3)

Prefixo: PP-ANO

 

  

Na segunda-feira, 31 de maio de 1954, o DC-3 PP-ANO que havia decolado do Aeroporto de Governador Valadares, em direção ao Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, ambos em Minas Gerais. saiu do seu caminho e bateu contra a Serra do Boi, continuação da Serra do Cipó, localizada a 90 quilômetros a nordeste de Belo Horizonte, perto de Ituverava. em condições de forte  nebulosidade e a 30 milhas da rota de voo programada. Os quatro tripulantes e os 15 passageiros morreram no acidente.

 

Causas prováveis

 

“Erro de navegação e não cumprimento da altura mínima de segurança para a rota".

 


 

04.03.1954

Curtiss C-46D-10-CU Commando

LAP – Linhas Aéreas Paulistas

Prefixo: PP-LPH

 

 

 

 

 

 

 

Durante um voo de treinamento, foi feita uma tentativa para pousar com apenas um motor. Após o pouso forçado em uma roda, a potência total foi aplicada pelo instrutor, já que outra aeronave havia entrado na pista. O motor falhou na subida e o C-46 atingiu o mastro de um navio, fazendo-o cair no mar na Baia da Guanabara, no Rio d Janeiro. Os dois ocupantes sobreviveram.

 


1953


 

14.09.1953

Loide Aéreo Nacional

Curtiss C-46A-1-CU

Prefixo: PP-LDM

 

 

Na segunda-feira, 14 de setembro de 1954, o Curtiss C-46 PP-LDM, partiu do Aeroporto de Congonhas com cinco tripulantes e 12 passageiros a bordo, para cumprir a primeira etapa de seu voo.

 

A tripulação era composta pelo piloto-comandante João Luís Freire de Faria, 36 anos, o copiloto Aldemar de Castro Magalhães, 36 anos, o radiotelegrafista Alberto Soares Resende, 42 anos, o despachante Ianari Quadros de França e o comissário de bordo Carlos Augusto Xavier Ferreira.

 

O avião levantou voo normalmente. Assim que atingiu certa altura, o comandante percebeu que algo não estava funcionando com regularidade. O motor esquerdo havia entrado em pane. Imediatamente, o comandante entrou em contato com o radiotelegrafista Resende para que se comunicasse com a Torre do Aeroporto de Congonhas avisando que teriam que retornar.

 

O PP-LDM iniciou o retorno a Congonhas, que sobrevoou por duas vezes, preparando-se para o pouso. Abruptamente, porém, a aeronave deixou de comunicar-se com a Torre e, pouco depois, chegava a notícia de que havia caído num bosque de eucaliptos, situado na região denominada Sete Praias, no Eldorado. Eram, então, exatamente 16:30 hs.

 

Após sobrevoar por duas vezes o aeroporto, o piloto Faria, manobrou a aeronave em direção ao pouso. Exatamente na última curva, o avião passou rapidamente a perder altura e acabou caindo no bosque de eucaliptos, abrindo uma enorme clareira, derrubando árvores enormes e perdendo nesse trajeto diversas peças, uma parte da asa esquerda, o trem de aterrissagem, parte de sua carga, entre outros itens.

 

A fuselagem do aparelho permaneceu intacta, pois apenas a sua frente e suas asas sofreram os impactos produzidos durante a queda.

 

Apesar do enorme susto, a maioria dos ocupantes escapou sem ferimentos.  Alguns foram hospitalizados para tratar de lesões conseqüentes dos sucessivos choques sofridos pelo aparelho de encontro às árvores.

 

Como o avião caiu de frente, a cabine comando ficou reduzida a escombros. O comandante Faria ficou ali, prensado em seu banco, gravemente ferido. Mesmo assim, antes de perder os sentidos, o piloto teve forças para desligar o contato e acionar os dois extintores, a fim de apagar o incêndio que se manifestava no motor em pane. Imediatamente socorrido, o comandante - tido como um herói em razão de sua perícia -, foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde ficou internado.

 

Dada a gravidade da queda, foi considerado um milagre que nenhum dos ocupantes da aeronave tenha morrido no acidente.

 

Texto: Jorge Tadeu da Silva (baseado em reportagens dos jornais da época)

 

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Reprodução/Folha da Noite

 

 

23.08.1953

REAL Transportes Aéreos

Douglas C-47-DL (DC-3)

Prefixo: PP-YQK

 

 

A noite e sob fortes rajadas de vento, o avião se acidentou na terceira tentativa de aterrissar no Aeroporto de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Sem vítimas fatais.  

 

Causa provável

 

“Erro de julgamento por parte do piloto em conduzir a aeronave abaixo da altitude de segurança prescrita em condições de fortes rajadas de vento e iluminação de solo insuficiente para pouso durante a noite, especialmente em condições meteorológicas adversas".

 


 

20.08.1953

Companhia Itaú de Transportes Aéreos

Curtiss C-46

Prefixo: PP-ITD

 

 

Aeronave com quatro tripulantes caiu e explodiu em chamas durante aterrissagem de emergência no Aeroporto de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Três tripulantes morreram no acidente.

 


 

05.07.1953

Particular

Consolidated Landseaire Catalina

Prefixo: PT-APK

 

Aeronave convertida num verdadeiro “iate voador”, o Catalina acidentou-se ao se aproximar para o pouso próximo a Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

 


 

17.06.1953

Panair do Brasil

Lockheed L-049 Constellation

Prefixo: PP-PDA

 

 

O avião decolou para o voo 263 do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, levando a bordo sete tripulantes e 10 passageiros.

 

Decolando no horário programado, o Constellation seguiu a viagem para São Paulo sem contratempos.

 

Às 21:35 hs, a aeronave iniciou a aproximação para a aterrissagem na pista 34 (atual 35) do Aeroporto de Congonhas. Ao iniciar a curva para interceptar a reta final à pista de pouso, o avião subitamente perdeu altitude e desceu em direção ao solo causando uma grande explosão.

 

 

O PP-PDA havia caído, às 22:00 hs, na Vila de Americanópolis, a 4,5 km da cabeceira da pista 34, numa área – na época – pouco habitada.

 

Seus destroços foram rapidamente consumidos pelas chamas e nenhum de seus 17 ocupantes sobreviveu.

 

O jornalista Assis Chateaubriand havia embarcado no Constellation PP-PDA em Londres com destino a São Paulo após assistir a coroação da Rainha Elisabeth II. Durante a escala no Recife, foi convencido por Etelvino Lins, então governados de Pernambuco, a acompanhar o ministro José Américo de Almeida, que seguiria para o Rio de Janeiro em outro avião. A insistência de Etelvino salvou a vida de Chateaubriand.

 

Causa provável

 

"Presume-se que o acidente ocorreu devido a um erro de julgamento por parte da tripulação durante a aproximação para o pouso sob más condições de visibilidade à noite".

 

Texto por Jorge Tadeu da Silva (com informações do jornal Folha da Manhã e do livro “O rastro da bruxa”, de Carlos Ari César Germano da Silva.

 

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Reprodução/Folha da Manhã

,

Reprodução/ASN

 

 

27.03.1953

Transportes Aéreos Salvador

de Havilland DH-114 Heron 1B

Prefixo: PP-SLG

 

Já a meio caminho rolando pela pista para a decolagem do Aeroporto de Itapebi, na Bahia, o motor nº 2 da aeronave sofreu uma súbita perda de potência. A decolagem foi abortada, mas a tripulação não conseguiu parar o avião no que ainda restava de pista.

 

A aeronave ultrapassou o limite da mesma, foi de encontro a um barranco e ficou seriamente danificada. Os dois tripulantes e os 12 passageiros escaparam com vida.

 

Causa provável

 

"Erro de julgamento por parte do piloto em não continuar a decolagem com os três motores ainda em funcionamento."

 


 

15.03.1953

Transportes Aéreos Catarinense

Douglas C-47A-DK (DC-3)

Prefixo: PP-AJA

 

 

Após decolar do Aeroporto de Salvador, na Bahia, o DC-3 apresentou problemas no motor nº 2. Ao retornar para o aeroporto, o avião subitamente perdeu altura e caiu pouco antes de alcançar a pista de pouso. Sem vítimas fatais.

 


 

13.01.1953

Aeronorte

Lockheed 10A Electra

Prefixo: PP-NBC

 

Avião cargueiro se acidentou durante tentative de pouso de emergência em Rosário, no Maranhão. Os três tripulantes morreram.

 


1952


 

04.11.1952

CAN – Correio Aéreo Nacional

Beechcraft UC-45F (D18S)

Prefixo: FAB 2830

 

 

O bimotor da FAB, do Correio Aéreo Nacional, havia partido de Belo Horizonte (MG) com destino ao Rio de Janeiro.

 

O avião voava baixo, em face à forte cerração que cobria o céu de Teresópolis, no Rio de Janeiro, tendo batido numa árvore, por volta das 15:00 horas, no Curral das Onças, na Vila de Inhomirim, na Serra da Estrela, próximo a Fábrica de Pólvora Estrela, do Exército, explodido em chamas.

 

Morreram carbonizados o piloto e seus cinco passageiros.

 


 

18.10.1952

VARIG

Lockheed 10B Electra

Prefixo: PP-VAU

 

 

O Electra PP-VAU se acidentou durante pouso no Aeroporto de Lajes, em Santa Catarina. Não há relato de vítimas.

 


 

14.10.1952

Aerovias Brasil

Douglas C-47-DL (DC-3)

Prefixo: PP-AXJ

 

 

O avião da Aerovias Brasil operava um voo do Rio de Janeiro para Buenos Aires, na Argentina, com escalas em São Paulo e Porto Alegre. A bordo estavam quatro tripulantes e 14 passageiros.

 

O DC-3 PP-AXJ era comandado por Francisco de Assis Costa Lima Gurgel, natural de Mossoró-RN, nascido em 26/03/1915 e tinha como copiloto Humberto Viana, comissário Luiz Dias e radiotelegrafista de nome não revelado. Era uma tripulação experiente que voava regularmente para o Caribe e EUA pelas asas da Real/Aerovias Brasil.

 

Iniciando o segundo trecho às 11:45 hs, o DC-3 partiu do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em direção a sua próxima escala, em Porto Alegre.

 

Já se aproximando de Porto Alegre, sob chuva, a tripulação contatou a Torre da cidade informando sua localização e foi orientada a posicionar-se aos 3 mil pés de altitude.

 

Voando sem a visualização do solo, sob turbulência, e certo de estar nas proximidades do Aeroporto de Porto Alegre, sem se dar conta, o piloto Francisco Gurgel conduziu a aeronave na direção das enormes árvores de uma região conhecida como “Aparados da Serra”, colidindo – minutos depois – a asa esquerda que se desprendeu da aeronave. O avião virou de dorso e desintegrou-se dentro da mata, incendiando-se em seguida, nas proximidades de uma fazenda no município de São Francisco de Paula.

 

Das 18 pessoas a bordo, apenas quatro sobreviveram ao desastre, dentre eles três músicos argentinos que faziam parte de um conjunto musical portenho chamado "Los Estudiantes" e um gaúcho, estudante de arquitetura.

 

Causas prováveis

 

“Erro de Navegação - falha em não estimar claramente a localização real da aeronave e condições climáticas adversas".

 

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Reprodução/Folha da Manhã

 


 

15.08.1952

Douglas C-47A-90-DL (DC-3)

Viação Aérea Santos Dumont (VASD)

Prefixo: PP-SDD

 

O avião da VASD decolou do Rio de Janeiro para um voo internacional com destino a Assunção, no Paraguai.

 

Ao sobrevoar o estado do Paraná ocorreu uma piora das condições meteorológicas e a tripulação optou por buscar um aeroporto para realizar um pouso emergencial. Com a tripulação totalmente desorientada e sem contar com o funcionamento dos aparelhos de comunicação naquela região, o avião acabou por se acidentar nas proximidades do Aeroporto de Guairá, no Paraná.

 

Causas prováveis

 

“Falta de aparelhos de rádio na área, erro por parte do piloto que perdeu seu caminho e decidiu pousar de maneira apressa em condições adversas, preparação deficiente do plano de voo pela companhia aérea e  aprovação de um plano de voo incorreto pelo Controle de Área.”

 

VASD

 

A Viação Aérea Santos Dumont (VASD ) foi fundada no Rio de Janeiro, a 18 de janeiro de 1944, por um grupo de empreendedores. O nome homenageava o precursor brasileiro do voo com o mais pesado do que o ar, morto em 1932. A empresa área – que chegou a contar com cinco aeronaves - foi adquirida e incorporada pela empresa Transportes Aéreos Nacional em 1952.

 


 

12.08.1952

Transportes Aéreos Nacional

Douglas C-47A-90-DL (DC-3)

Prefixo: PP-ANH

 

 

O Douglas DC-3 PP-ANH decolou de Jataí, em Goiás, na manhã de 12 de agosto de 1952, iniciando a linha aérea Jataí – Rio Verde – Goiânia – Uberlândia – Belo Horizonte – Rio de Janeiro. Transportando nove passageiros e quatro tripulantes, a aeronave faria sua primeira escala em Rio Verde, onde seriam embarcados mais alguns passageiros.

 

Em Rio Verde, mais 11 passageiros embarcaram no avião. Quando a aeronave decolou de Rio Verde rumo a Goiânia - um incêndio de causas desconhecidas irrompeu a bordo, colocando a aeronave em grave risco. Após tentativas infrutíferas de extingui-lo, a tripulação tentou realizar um pouso de emergência no aeródromo de Palmeiras de Goiás.

 

Quando voava a cerca de 20 metros de altura, o DC-3 explodiu em pleno ar às 9h40min, matando todos os seus 24 ocupantes.

 

Testemunhas relataram ter visto fumaça na parte traseira do avião. Foi então relatado terem visto, na sequência, a "explosão" no ar.

 

Seus destroços cairiam em uma área próxima ao aeródromo e foram rapidamente saqueados pela população local até a chegada das autoridades.

Entre os mortos, estava o filho do governador de Goiás Pedro Ludovico, Antonio Borges Teixeira.

 

O fogo possivelmente teve origem no compartimento de bagagem do avião, pois haveria material inflamável a bordo. Também houve a suspeita de que uma bomba tinha sido colocada no avião, mas nenhuma prova foi encontrada.

 

Investigação

 

A investigação do acidente foi prejudicada pelo saqueamento dos destroços pela população. Quando a primeira equipe de investigação chegou a Palmeiras de Goiás, dois dias após a queda, não encontraria praticamente nada. Assim, as investigações se concentraram na coleta de depoimentos das numerosas testemunhas da explosão. Dessa forma, seria constatado que havia muita fumaça saindo da cauda da aeronave (provavelmente no compartimento de bagagens), tendo a tripulação executado manobras (chamadas de piruetas por algumas testemunhas) para conter as chamas.

 

Até aquela altura, o Douglas DC-3 (assim como a grande maioria das aeronaves da época) não contava com alarmes e ou sensores de fumaça e extintores de incêndio no compartimento de bagagens. Assim, um incêndio na cauda da aeronave só poderia ser notado quando houvesse causado danos graves à fuselagem da aeronave (que explicariam as piruetas vistas pelas testemunhas em terra). O incêndio poderia destruir os estabilizadores e causar a perda de sustentação da aeronave. Por outro lado, a explosão não poderia ter sido causada pela ignição dos tanques de combustível, pois os mesmos eram localizados nas asas da aeronave, tendo o incêndio se iniciado na cauda.

 

Consequências

 

O acidente causaria grande comoção no estado de Goiás, fazendo com que os estabelecimentos comerciais da capital Goiânia cerrassem suas portas em sinal de luto. Em meados dos anos 1990 seria construído, em uma praça de Rio Verde, um monumento em memória das vitimas. Alguns anos depois, o monumento seria vandalizado e esquecido.

 

A causa da súbita explosão seria atribuída a uma suposta bomba instalada no compartimento de bagagens, porém nunca se descobriu que tipo de artefato causaria a explosão, e, principalmente quem estava por trás da implantação do mesmo. Dessa maneira, alguns órgãos de imprensa contestariam essa versão.

 

Atualmente, especula-se que a explosão do DC-3 PP-ANH tenha sido causada por algum produto inflamável (como lança perfumes) que teria vazado ao ser transportado clandestinamente no compartimento de bagagens. Alguns meses depois, a Transportes Aéreos Nacional denunciaria um passageiro à polícia por ter encontrado um carregamento de lança perfumes em meio a bagagem embarcada em uma aeronave.

 

O acidente causaria muitos problemas financeiros para a Viabras, que acabaria sendo incorporada pela Nacional em 1954.

 

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Reprodução/Folha da Manhã

 

O memorial às vítimas do acidente na cidade de Rio Verde

Fonte: deoclismar.blogspot.com.br

 

A placa do memorial - Fonte: katlen-wwwrioverdecombr.blogspot.com.br

 


 

27.07.1952

Pan American World Airways

Boeing 377 Stratocruiser 10-26

Prefixo: N1030V

 

 

A aeronave Stratocruiser "Clipper Southern Cross" (foto abaixo), em um voo de Nova York para Buenos Aires (voo 201), decolou do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, às 11:28 hs, depois de uma escala intermédia. A bordo estavam oito tripulantes e 19 passageiros.

 

O N1030V em voo sobre os EUA - Foto: RAScholefield Collection (airliners.net)

 

A uma altitude de cerca de 12.000 pés e com um diferencial de pressão de cabine de 4,1 libras por polegada quadrada (o que corresponde a uma altitude de cabine de cerca de 2.000 pés), o comissário ouviu um chiado forte na porta da cabine. Ele foi para o cabine de comando e afirmou ao capitão, "Devemos despressurizar porque eu acho que a porta está aberta."

 

Com a luz de aviso de porta aberta, o engenheiro de voo acompanhou o comissário para inspecionar a porta. O engenheiro não fez uma inspeção visual através dos vidros das portas, mas sim, colocou a mão ao longo da borda superior da porta, após o que o barulho diminuiu. Ele, então, instruiu o comissário para colocar toalhas molhadas nessa área para reduzir o vazamento de ar e, consequentemente, o ruído. Foi constatado que a maçaneta da porta não estava na posição de bloqueio.

 

O comissário foi até a parte traseira da aeronave para buscar as toalhas. O engenheiro de voo voltou ao seu posto e informou ao capitão que a vedação da porta estava vazando, mas que tudo parecia normal. O capitão optou por prosseguir com o voo.

 

A luz de aviso de porta aberta ainda estava acesa. Após, um ou dois minutos a porta da cabine explodiu aberta.

 

A passageira, a norte-americana Elizabeth Westbrook, de 37 anos, que estava no assento n º 33, o mais perto da porta, foi sugada para fora. A despressurização, após a violência explosão da porta, causou danos em toda a cabine, soltando os painéis de teto e muitas seções de vedação e estofamentos, arrancando a porta de um dos banheiros.

 

Um forte nevoeiro, causado pela condensação do ar externo com o da cabine, temporariamente encheu a cabine. A tripulação imediatamente decidiu retornar ao Rio de Janeiro, onde o avião pousou sem incidentes às 12h13min.

 

Causa provável

 

"A falha do engenheiro de voo em reconhecer uma condição insegura da porta da cabine, apesar de três advertências completamente distintas daquela condição e a ação do capitão em continuar o voo enquanto pressurizado, apesar das várias advertências de que a porta da cabine principal não estava devidamente bloqueada."

 

Reprodução/Folha da Noite

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Reprodução/Folha da Manhã

 

 

27.07.1952

O.M.T.A

Beechcraft Bonanza A-36

Prefixo: ***

 

A aeronave viajava com destino a Belo Horizonte (MG), com o piloto e três passageiros. Entre as cidades mineiras de Alvinópolis, Mariana e Barra Longa, o avião precipitou-se ao solo. O piloto Miguel Jacinto dos Santos, e os passageiros, o médico Sebastião Fontes e a jovem médica Ivone Marcondes dos Reis, morreram na hora. O estudante Carlos Alberto Renault, filho de Abgar Renault, ex-Secretário da Educação de Minas Gerais, escapou com vida.

 


 

11.07.1952

FAB – Força Aérea Brasileira

Douglas C-47A-35-DL (DC-3)

Prefixo: FAB 2048

 

 

No caminho entre Salvador, na Bahia, e o Rio de Janeiro, a aeronave da FAB C-47 sofreu um incêndio no motor nº 1.

 

O fogo não pode ser controlado e se expandiu. A tripulação decidiu então realizar um pouso forçado na mar, a cerca de 200 metros da costa de Maraú, na Bahia.

 

Na aeronave estavam cinco tripulantes e 28 passageiros, dois quais morreram um dos tripulantes – após o mesmo resgatar vários ocupantes - e 12 dos passageiros.

Leia reportagens de jornais da época sobre esse acidente clicando AQUI e AQUI.


 

24.05.1952

Loide Aéreo Nacional

Curtiss C-46A-60-CK Commando

Prefixo: PP-LDE

 

 

Na noite de 24 de maio de 1952, o avião cargueiro Curtiss C-46 Decolou do Aeroporto de Ponta Pelada, em Manaus, com seis tripulantes a bordo.

 

Logo após a subida inicial, uma falha no motor fez com a tripulação tentasse retornar para um pouso de emergência, mas o avião acabou caindo nas águas do Rio Negro, matando seus seis tripulantes.

 


 

13.05.1952

VASP – Viação Aérea São Paulo

Douglas C-47B-45-DK (DC-3)

Prefixo: PP-SPM

 

 

Às 10:20 hs. da manhã da terça-feira, 13 de maio de 1952, o avião DC-3 da Vasp, que, levantou voo em Congonhas com destino a Bauru, Marília, Tupã e Londrina, com três tripulantes e 19 passageiros a bordo.

 

Nove minutos após a decolagem, a tripulação notou uma estranha trepidação na aeronave. Era motor esquerdo que, logo a seguir, entrou em pane. Ao tentar retornar ao Aeroporto de Congonhas, o avião, com um motor a menos, começou a perder altura rapidamente.

 

O Comandante Luis Carlos Landell desligou o outro motor e iniciou um pouso de emergência no lugar avaliado como o mais adequado para o momento, no caso, a Avenida Maracanã, na localidade chamada Vila das Belezas, nas proximidades do bairro de Santo Amaro, em São Paulo. O avião chocou-se contra uma trave num campo de futebol e espatifou-se contra o solo.

 

Em consequência da queda morreram na hora dois tripulantes, o comandante Landell e o copiloto, e dois passageiros, sendo vários outros internados em estado grave, vindo outro passageiro a falecer.

 

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Reprodução/Folha da Manhã

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Reprodução/Folha da Noite

 

 

28.04.1952

Pan American World Airways

Boeing 377 Stratocruiser 10-26

Prefixo: N1039V

 

 

Quando a Madre Superiora Marie Louise Pardieu embarcou no Voo 202 da Pan American, no Rio de Janeiro, na tarde da segunda-feira 28 de abril de 1952, não sabia que jamais chegaria ao seu destino final. Nem ela nem nenhum outro entre todos os ocupantes do Boeing 377 da Pan American World Airways.

 

Talvez, durante o voo, ela tivesse feito uma prece silenciosa e passado as contas do terço entre seus dedos enquanto embarcava. O fato é que, numa noite calma, ela e seus companheiros decolaram para a sua última jornada.

 

O desaparecimento do Boeing 377 Stratocruiser da Pan Am foi um dos grandes mistérios da época dourada da aviação.

 

 

Leia uma matéria especial sobre esse acidente, clicando AQUI.

 


 

09.03.1952

Aeronorte

Hunting Percival P.50 Prince

Prefixo: PP-NBA

 

Durante a decolagem do Aeroporto de Caxias, no Estado do Maranhão, o avião cargueiro Hunting Percival P.50 Prince teve um de seus pneus estourados, o que fez com que a aeronave girasse se acidentando. Os três ocupantes escaparam ilesos.

 


 

28.02.1952

Panair do Brasil

Douglas DC-3A-393

Prefixo: PP-PCN

 

 

O avião decolou do Aeroporto de Goiânia, em Goiás para o voo 389 em direção ao Rio de Janeiro, com escala em Uberlândia, em Minas Gerais. A bordo estavam quatro tripulantes e 27 passageiros.

 

No momento em que se aproximava para a aterrissagem em Uberlândia voando sob baixa visibilidade, o piloto Luis Ribeiro Marx, conduziu a aeronave a uma perda excessiva de altura. Quando descrevia uma curva, uma das asas bateu numa árvore, do que resultou a precipitação do avião contra o solo.

 

Morreram três tripulantes e seis passageiros.

 

Leia mais sobre esse acidente num jornal da época, clicando AQUI.

 


 

21.02.1952

VARIG

Curtiss C-46A-25-CU Commando

Prefixo: PP-VCB

 

 

Assim que iniciou a corrida para a decolagem do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, uma falha no motor nº 1 do C-46 PP-VCB, impediu que a aeronave ganhasse altura, vindo a fazer uma pouso de emergência nas águas da Baia da Guanabara. Sem vítimas fatais.

 


1951


 

17.09.1951

REAL

Douglas DC-3

Prefixo: PP-YPX

 

 

Na segunda-feira 17 de setembro de 1951, O DC-3 da Real, com seis passageiros e quatro tripulantes, decolou às 18:10 hs, do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

 

Quando sobrevoava a região de Ubatuba (SP), por volta das 19:00 hs, após ter comunicado sua posição e informado que estava “tudo ok a bordo”, a tripulação perdeu o contato com a Torre de São Paulo e o avião foi declarado desaparecido.

 

Após dois dias de exaustivas buscas, os destroços do DC-3 foram encontrados nas matas de Ubatubamirim, entre os municípios de Parati e Ubatuba, onde a aeronave se acidentou. Todos os ocupantes morreram na queda.

 

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Fonte: ubatubense.blogspot.com.br

 

O jornal “O Jundiaiense” de 23 de setembro de 1951, um domingo, noticia que "foi enterrado no cemitério local o Comandante Videlmo Munhoz. As 12 horas de quinta-feira ultima (20), ao termo de sentida homenagem que prestaram a sua memória baixar a sepultura no cemitério local, o corpo do inditoso jovem Videlmo Munhoz, comandante do avião PP.YPX da Real, sinistrado no dia de segunda-feira (17), quando sobrevoava a rota Rio-São Paulo, em virtude de violento impacto que sofreu contra um morro e conseqüente explosão do motor. O acadêmico da Faculdade de Direito de São Paulo, que é natural desta cidade de Jundiaí e também pereceu no desastre do aparelho da Real, foi sepultado no mesmo dia na capital. No mesmo dia “A Folha” [de Jundiaí] noticia que a família, convida para a missa de sétimo dia na Matriz.

No Cemitério Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí (SP), no mausoléu do Comandante Videlmo Munhoz, placas em alto relevo mostram um acidente de um avião se chocando com uma montanha, onde aparece os dizeres:

"Voou para os homens

Voou para o eterno."

Comandante Videlmo Munhoz

(01/01/1920-17/09/1951)

 

Nossos agradecimentos ao Sr. João Antonio Borin

pelo envio das informações sobre esse acidente.

 

 

Informação adicional:

 

A aeronave PP-YPX já havia se envolvido em outro acidente, ocorrido em 30 de setembro de 1949, ao pousar em Iguape (SP), quando ia prestar socorro aos sobreviventes do acidente com o hidroavião Consolidated PBY-5A Catalina, prefixo PP-BLB, pertencente a empresa TABA. Após ser recuperado, o Douglas DC-3, que pertencia a Transportes Aéreos Bandeirantes (TABA) e utilizava o prefixo PP-BLC, foi vendido à empresa REAL Transportes Aéreos.

 

Fontes da informação: Blog A História de Iguape

 


 

10.09.1951

Particular

Monomotor (?)

Prefixo: ***

 

O piloto civil Renato Correia, ao iniciar o trabalho de táxi aéreo com um avião para três passageiros, foi bastante infeliz. Ao tentar pousar no Campo de Tutóia, no norte do estado do Maranhão, o aparelho foi colhido por forte vento entrando em “parafuso”, para depois colidir violentamente contra o solo.

 

Levado para o hospital, o piloto não resistiu aos ferimentos vindo a falecer. Duas moças que estavam no aparelho sinistrado receberam ferimentos graves.

 

Fonte: Folha da Noite

  


 

08.09.1951

VASP – Viação Aérea São Paulo

Douglas C-47B-20-DK (DC-3)

Prefixo: PP-SPQ

 

 

Às 19:00 hs do dia 8 de setembro de 1951, logo após a decolagem do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o DC-3 da Vasp, apresentou problemas mecânicos.

 

Sem conseguir ganhar altura, a tripulação acabou perdendo o controle da aeronave, que caiu sobre algumas residências no Bairro do Jabaquara.

 

Várias pessoas que presenciaram o desastre procuraram socorrer os ocupantes da aeronave. Como não havia iluminação no local, alguém se lembrou de acender uma vela, riscando um fósforo. Foi então que se verificou violenta explosão, provocada pelo combustível que se espalhava pelo local, derramado pelo avião acidentado. As chamas propagaram-se com rapidez, carbonizando os que se encontravam feridos ou mortos, no interior do aparelho. Também as casas foram tomadas pelo fogo, que as destruiu totalmente.

 

Os quatro tripulantes e os seis passageiros morreram na hora. Em solo, mais seis moradores foram vítimas da queda da aeronave.

 

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Fonte: Folha da Manhã

 


 

12.08.1951

Aeronorte

Lockheed Electra L10A

Prefixo: PP-NBD

Acidente com avião em Turiaçu, MA. Três mortos.

Você tem mais informações sobre este ou outros acidentes?

Escreva para nós: contato@desastresaereos.net

 


 

07.08.1951

FAB – Força Aérea Brasileira

Douglas C-47A-DK (DC-3)

Prefixo: FAB 2044

 

 

A aeronave que havia decolado da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, sobrevoava Guaratiba num voo de treinamento militar, quando às 11:53 hs., sofreu pane em um de seus motores Pratt & Whitney R-1830-92, levando ao descontrole do aparelho que colidiu contra a encosta de um morro explodindo em chamas.

 

Os quatro ocupantes do aparelho perderam a vida.

 


 

12.07.1951

LAP - Linhas Aéreas Paulistas (Loide Aéreo Nacional)

Douglas C-47B-10-DK Skytrain (DC-3)

Prefixo: PP-LPG

 

 

 

 

 

 

 

O Desastre Aéreo de Aracaju

 

O Douglas C-47 decolou no início da manhã no Aeroporto de Natal. Após fazer breves escalas em Recife e Maceió, preparava-se para a próxima escala em Aracaju.

Chovia forte na capital sergipana, o que dificultava a aterrissagem. Por conta das condições meteorológicas desfavoráveis, a tripulação optou por efetuar um pouso guiado por instrumentos e NDB.

 

Às 9h, durante a tentativa de pouso, uma das asas da aeronave se chocou com uma árvore localizada às margens do Rio do Sal, a cerca de 3 quilômetros da cabeceira da pista. Com o choque, a aeronave caiu ao solo, despedaçando-se em seguida.

 

Os cinco tripulantes e os vinte e oito passageiros tiveram morte instantânea.

 

Entre os passageiros mortos estavam o governador do Rio Grande do Norte Jerônimo Dix-sept Rosado Maia.

 

Por conta da chuva forte e de a área da queda ser de difícil acesso, as equipes de resgate alcançaram a região dos destroços apenas 11 horas depois da queda.

 

A morte do governador Dix-Sept Rosado causou grande comoção no Rio Grande do Norte, tendo o mesmo sido sepultado com honras de chefe de estado. Sua viagem ao Rio era oficial e tinha como objetivo firmar um convênio com o Banco do Brasil para a execução de obras de melhoria do saneamento de Natal. Passados treze dias de sua morte, o distrito mossoroense de Sebastianópolis recebeu o nome de Governador Dix-Sept Rosado. Anos depois o distrito seria elevado à categoria de município.

 

Essa foi a quinta aeronave perdida em acidente pelas Linhas Aéreas Paulistas nos seus sete anos de serviço, atestando a precariedade de suas operações. Com isso restaram apenas duas aeronaves, o que impedia o cumprimento de sua concessão. Dessa forma, o desastre aéreo de Aracaju causou a falência da empresa, cujas aeronaves restantes foram adquiridas pelo Lóide Aéreo Nacional.

 

Jornal do Brasil, 13 de Julho de 1951

 

Folha da Manhã

 


 

06.06.1951

Linha Aérea Transcontinental Brasileira

Douglas DC-3D

Prefixo: PP-NAL

 

O DC-3 PP-NAL decolou do Aeroporto de Vitória (ES) em direção ao Rio de Janeiro, com três tripulantes e 16 passageiros..

 

Às 17:40 hs, no início da aproximação para o pouso no Aeroporto Santos Dumont, voando sob pouca visibilidade e abaixo da altura mínima de segurança de 1.200 pés, a aeronave colidiu contra uma elevação montanhosa em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Um tripulante e um passageiro morreram no acidente.

 


 

18.05.1951

VASP - Viação Aérea São Paulo

Douglas C-47B-45-DK (DC-3)

Prefixo: PP-SPL

 

 

O DC-3 PP-SPL da Vasp decolou do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 16:38 hs., com destino a Presidente Prudente, com escala em Santa Cruz do Rio Pardo, ambas cidades do interior de São Paulo.

 

A bordo estavam três tripulantes e três passageiros. Voando em condições meteorológicas desfavoráveis, o avião colidiu contra uma elevação montanhosa em Rancharia (SP). Os seis ocupantes da aeronave morreram no acidente.

 

Causas prováveis

 

"imprudência do piloto na tentativa de realizar voo visual em condições climáticas desfavoráveis e pouca visibilidade."

 

Folha da Manhã

  


 

15.05.1951

LAP – Linhas Aéreas Paulistas

Douglas C-47A-70-DL (DC-3)

Prefixo: PP-LPC

 

 

 

 

 

 

 

O DC-3 PP-LPC decolou do Rio de Janeiro com destino ao Recife com escala em Maceió, Alagoas, com quarto tripulantes e 12 passageiros a bordo.

 

Na aproximação para o pouso – sob forte chuva – o comandante errou e acabou pousando a aeronave antes do início da pista. Não houve vítimas.

 


 

08.05.1951

Pan American World Airways

Curtiss C-46F-1-CU Commando

Prefixo: N74176

 

 

O C-46 N74176 se acidentou no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após ultrapassar o limite da pista de pouso. Sem vítimas.

 


 

15.04.1951

Loide Aéreo Nacional

Curtiss C-46A-45-CU Commando

Prefixo: PP-LDC

 

 

Em aproximação final para pouso no Aeroporto do Rio de Janeiro, RJ, o piloto do PP-LDC, em razão das más condições meteorológicas, decidiu partir para uma nova abordagem.

 

Foi feita uma nova tentativa de pouso, desta vez com forte vento de cauda. O Curtiss não conseguiu ser parado nos limites da pista molhada e invadiu a Baía de Guanabara.

 


 

22.03.1951

Cruzeiro do Sul

Douglas C-53-DO (DC-3)

Prefixo: PP-CCX

 

 

O DC-3 PP-CCX decolou de Curitiba, no Paraná, em direção a Florianópolis, em Santa Catarina, com escalas em São Paulo e Curitiba, levando quatro tripulantes e oito passageiros a bordo.

 

Na reta final para o pouso, sob chuva e em condições de visibilidade reduzidas, o avião sofreu uma forte rajada dessa chuva que caia. O piloto Helmuth Roberto Perondini, numa desesperada tentativa de evitar um desastre, tentou arremeter, mas o motor nº 2 falhou, indo o aparelho a cair no mar, a 500 metros da praia. Segundo o comandante levou oito minutos para a aeronave submergir e perder-se totalmente. Morreram no acidente três passageiros. Os sobreviventes foram resgatados por pescadores da região. 

 

O avião foi localizado posteriormente a 7 metros de profundidade. O prejuízo para a Cruzeiro do Sul foi da ordem de 1 milhão e meio de cruzeiros, fora a carga e as bagagens.

 


 

21.02.1951

Companhia Itaú de Transportes Aéreos

Curtiss C-46A-60-CS Commando

Prefixo: PP-ITF

 

 

Atravessando forte turbulência durante a abordagem para o pouso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o Curtiss aterrissou duro na curta pista 02. O trem de pouso principal direito rompeu e o motor nº 2 (Pratt & Whitney R-2800-51) ficou danificado.

 

Mesmo assim, o piloto do avião de carga conseguiu aplicar potencia total no motor motor esquerdo e retomou o voo, alternando para o Aeroporto do Galeão, onde realizou um pouso de emergência.

 

Os quatro tripulantes saíram a tempo da aeronave que foi consumida pelas chamas.

 


1950


 

18.12. 1950

VARIG

Noorduyn Norseman VI (C-64-A-ND)

Prefixo: PP-VBE

 

 

Acidente com avião PP-VBE da Varig. Informações sobre local e ocupantes da aeronave são desconhecidas.

 

Foi um avião usado pela Força Aérea Americana durante a Segunda Guerra Mundial. Na Varig, a partir de 1947, ele operou principalmente no transporte de mercadorias.

 

Imagem: varigcruzeiroriosul.blogspot.com.br

 


 

17.12.1950

Loide Aéreo Nacional

Curtiss C-46A-45-CU

Prefixo: PP-LDD

 

Durante a aterrissagem no Aeroporto de Campina Grande, na Paraíba, a aeronave PP-LDD, realizou um pouso de “barriga”, que danificou bastante a aeronave. Os três tripulantes saíram ilesos.

 


 

14.12.1950

VASP - Viação Aérea São Paulo

Douglas C-47B-50-DK (DC-3)

Prefixo: PP-SPW

 

 

O voo do DC-3 da Vasp PP-SPW estava previsto para decolar do Aeroporto de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, com destino ao Aeroporto de Congonhas, na Capital, com quatro tripulantes e 16 passageiros a bordo.

 

Assim que decolou, o avião PP-SPW sofreu uma pane no motor esquerdo (Pratt & Whitney R-1830-90C), obrigando o comandante Rubens Paulo Teles Tapié, a uma tentativa de aterrissagem de emergência.

 

A manobra foi executada e o avião foi ao solo, mas o motor já se incendiava, propagando-se o fogo a toda a aeronave, uma vez que alguma tubulação se danificara provocando o vazamento de combustível.

 

O comandante e a tripulação prontamente providenciaram o salvamento dos passageiros. Uma passageira morreu e outra ficou em estado delicado.

 


 

13.12.1950

VASP - Viação Aérea São Paulo

Douglas C-47A-90-DL (DC-3)

Prefixo: PP-SPT

 

 

Logo após a decolagem da aeronave PP-SPT da Vasp, o motor nº 1 (Pratt & Whitney R-1830-92) entrou em pane ainda durante a subida inicial.

 

O comandante procedeu a um pouso de emergência, mas quando o avião realizava a descida forçada, saiu da pista e foi em direção às casas do bairro, precisamente para o bar do comerciante Augusto Lovo, o "Gustinho".

 

Gustinho foi alertado pelas crianças, e se salvou, assim como as irmãos Rizzieri, Afonso, Cléria e Maria Aparecida e outros seus familiares. A professora Rosita Borges, que estava na venda do seu pai, Antônio Borges, também escapou por pouco, pois a venda também foi destruída pelo avião.

 

Três clientes do bar do Gustinho, o mineiro Antônio João de Matos, o "Totonho" e dois homens da família Pirolli, Mario Pieroli e Francisco Pastro no entanto, não tiveram a mesma sorte e acabaram falecendo no acidente.

 

Nenhum dos seis tripulantes e 25 passageiros do avião se feriu com gravidade. O acidente ocorreu por volta das 13 horas e 30 minutos.

 

O voo provinha da cidade de Arapongas e tinha São Paulo como destino final. A aeronave teve perda total e foi desmontada pela VASP no local do acidente.

 

Causas prováveis

 

"Falha do motor durante a decolagem e erro do piloto no procedimento de ‘decolagem curta’, usada em um aeródromo onde tal manobra não era necessária".

 

Grupo reunido ao redor dos destroços do PP-SPT da Vasp

Foto: Apolo Teodoro

Fonte: culturaaeronautica.blogspot.com.br


 

04.11.1950

Central Aérea

Douglas DC-3 (R4D-1)

Prefixo: PP-IBC

 

 

Durante a decolagem do Aeroporto de Vitória da Conquista, na Bahia, a vibração do motor esquerdo durante a corrida pela pista fez com que o piloto reduzisse a potência e abortasse a decolagem.

 

O copiloto, em seguida, inadvertidamente, acelerou os motores, fazendo com que o DC-3 subisse, recolheu os trens de pouso, mas logo o DC-3 voltou a descer, pousando de “barriga”.

 


 

08.09.1950

Transportes Aéreos Bandeirantes

Curtiss C-46A-45-CU Commando

Prefixo: PP-LDB

 

O C-46 PP-LDB vindo de Vitória, no Espírito Santos, com três tripulantes a bordo, ao se aproximar para a aterrissagem no Aeroporto Santos Dumont, apresentou problemas no sistema hidráulico de seu trem de pouso.

 

A tripulação, então, estendeu o trem de aterrissagem manualmente. O Curtiss estava em fase final, quando ambos os motores Pratt & Whitney R-2800-51) começaram a perder potência. O piloto decidiu, então, desviar para o Aeroporto do Galeão, mais próximo naquele momento. A altitude foi perdida e um pouso forçado foi realizado na Baía de Guanabara. Os ocupantes escaparam ilesos.

 


 

08.09.1950

Transportes Aéreos Bandeirantes

Curtiss C-46

Prefixo: PP-XCO

Acidente com avião no Rio de Janeiro, RJ.

Você tem mais informações sobre este ou outros acidentes?

Escreva para nós: contato@desastresaereos.net

 


 

30.07.1950

SAVAG - Sociedade Anônima Viação Aérea Gaúcha

Lockheed L-18-10 Lodestar

Prefixo: PP-SAA

 

 

Porto Alegre, 30 de julho de 1950.

 

Passadas 48 horas da maior tragédia da aviação no Rio Grande do Sul, a queda do Constellation da Panair, autoridades, jornalistas e populares ainda vasculham o Morro do Chapéu, em São Leopoldo (hoje Sapucaia do Sul), na busca dos vestígios e restos do possante quadrimotor calcinado.

 

A frente fria estacionária, que foi decisiva no acidente da Panair na capital do Estado, ainda está atuando, mantendo uma baixa camada de nuvens cobrindo completamente todo o território gaúcho.

 

O Senador Joaquim Pedro Salgado Filho, ex-ministro da Aeronáutica ainda estava sob o impacto da tragédia do Panair, principalmente porque ele tinha lugar marcado no voo PB 099, mas cedeu a um amigo que tinha pressa em chegar ao Rio Grande do Sul.

Sorte de um, azar de outro.

 

Mesmo com o tempo desfavorável, o Senador Salgado Filho mantivera sua agenda no interior do estado. Tinha um encontro com o Sr. Getúlio Vargas na longínqua cidade de São Borja, onde o ex-presidente residia na Fazenda do Itu.

 

O deslocamento seria em um bimotor Lodestar da SAVAG (Sociedade Anônima Viação Aérea Gaúcha), prefixo PP-SAA batizado de "São Pedro do Rio Grande". O piloto não seria ninguém menos que o proprietário da SAVAG, o Sr. Gustavo Cramer (ex-comandante da Panair).

 

A SAVAG foi fundada em 1946, e possuía uma frota de dois Lockheed Lodestar (PP-SAA e SAB), que voavam para diversas cidades gaúchas, buscando enfrentamento com a poderosa VARIG. Em 1949 a companhia perdera o Lodestar PP-SAC em acidente na cidade de Pelotas/RS.

 

Conforme Silva (2006) o Comandante Cramer estava ciente das condições meteorológicas desfavoráveis, e mesmo assim apresentou um plano de voo IFR em rota direta para São Borja, a 4.500 pés de altitude. O plano de voo previa descida por instrumentos, tendo como referência a Radio Difusora de São Borja (AM). Este procedimento atualmente é proibido, porém nos tempos do "arco-e-flexa" da aviação (anos 40 e 50), era muito comum usar rádios comerciais (broadcasting) como balizador de procedimentos, devido a ausência de rádio-auxílios a navegação aérea.

 

O PP-SAA decolou do Aeroporto Federal de Porto Alegre, São João, as 11 horas com 10 pessoas a bordo. O voo prosseguiu por mais de uma hora dentro de um colchão de nuvens, sem contato visual com o terreno. O Comandante Cramer solicitou ao Centro de Controle, descer para condições VFR (visuais), o que foi negado pelo controlador (Silva, 2006).

 

Não querendo frustar o Senador Salgado Filho por não conseguir localizar a Fazenda Itu, provavelmente o experiente Comandante Cramer decidiu por conta e risco descer em busca de contato visual com o terreno.

 

Por volta das 13 horas, um morador da região rural de São Francisco de Assis ouviu o ronco de um avião passando baixo sobre sua fazenda, seguido de uma forte explosão. Era o PP-SAA que voava muito baixo e bateu contra uma pequena elevação chamada Cerro Cortelini. Nenhum dos dez ocupantes do bimotor sobreviveu.

 

Era o fim de uma carreira de sucesso na aviação e de um provável Governador do Rio Grande do Sul, tendo em vista que o encontro de Salgado Filho com Getúlio Vargas visava os detalhes para a candidatura do senador ao governo do estado.

 

O relatório final do acidente informou que o Lodestar da SAVAG voava nivelado, motores operando normalmente, na direção magnética 310 graus, flaps e trens recolhidos. Devido a visibilidade reduzida por chuva fina e nebulosidade baixa, o comandante Cramer não pode pressentir o choque contra uma árvore, que decepou a asa esquerda do bimotor e levou a queda do avião.

 

Hoje, Gustavo Cramer e Salgado Filho são lembrados como nomes dos aeroportos de Bagé/RS e Porto Alegre/RS, respectivamente.

 

Fontes de pesquisa (livros):

 

- O rastro da bruxa – história da aviação brasileira no século XX através de seus acidentes: 1928-1996. Comandante Carlos Germano da Silva, EDIPUCRS. Porto Alegre/RS. 2006.

 

- Acidente no Morro do Chapéu - A queda do Constellation da Panair em Sapucaia do Sul. Abrão Aspis, Livraria Palmarica. Gravatal/SC. 2007

 

- Informações via forum.aeroentusiasta.com.br

 

Folha da Manhã

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Folha da Noite

 


 

28.07.1950

Panair do Brasil

Lockheed L-049 Constellation

Prefixo: PP-PCG

 

Tragédia no Morro do Chapéu

O voo Panair do Brasil 099 decolou da Base Aérea do Galeão, no Rio de janeiro, às 15h47 min, com 6 horas de atraso em relação ao horário de embarque oficial. O atraso ocorreu por conta de defeito em um de seus motores que necessitou ser substituído e testado num voo de inspeção. Deveria pousar no Base Aérea de Gravataí nos arredores de Porto Alegre às 18h40 min.

O Constellation prefixo PP-PCG transportava 44 passageiros (muitos dos quais em férias no Rio de Janeiro por conta da Copa do Mundo de 1950) e 7 tripulantes, sendo pilotado pelo comandante Eduardo Martins de Oliveira (que estava prestes à completar 10 mil horas de voo em sua carreira), conhecido como Comandante Edu, um dos fundadores e porta estandarte do famoso Clube dos Cafajestes.

Segundo os boletins meteorológicos, havia uma frente fria estacionária entre Porto Alegre e Florianópolis, causando grandes turbulências e chuva leve na capital gaúcha. Após algum atraso (causado pelas condições climáticas desfavoráveis) o Constellation iniciou aos procedimentos de aproximação para pouso na Base Aérea de Gravataí às 19h45min, porém abortou o pouso, arremetendo logo em seguida.

Durante a segunda tentativa de aterrissagem, perdeu contato com a torre e arremeteu novamente. Durante a terceira tentativa de aterrissagem, acabou chocando-se contra a região dos Morros do Chapéu e das Cabras por volta das 19h25 min, explodindo logo em seguida. Com a explosão, foi deflagrado um incêndio na área, debelado apenas duas horas mais tarde.

Por conta da área ser de difícil acesso, as equipes de resgate levaram 2 horas até chegarem aos destroços onde foi constatada a morte de todos os tripulantes e passageiros. Os trabalhos de remoção dos corpos e limpeza da área, comandados pelo então Coronel Olímpio Mourão Filho levaram vários dias, por conta da área dos destroços ser de aproximadamente 2 quilômetros.

 

Em 1937 foi iniciada a construção do Aeródromo de São João. Suas obras previam pistas de até 3 quilômetros de extensão e uma estação de embarque. Por conta da Segunda Guerra Mundial, suas obras seriam paralisadas e todos os materiais desviados para obras de melhorias na Base Aérea de Gravataí.

 

Por conta disso, o Aeródromo de São João possuía equipamentos para permitir pouso por instrumentos, porém possuía 3 pistas de terra batida e não comportava aeronaves de grande porte como os Constelation, obrigando muitos voos a utilizarem as pistas maiores e pavimentadas da Base Aérea de Gravataí, que por sua vez somente operava pousos e decolagens com condições visuais.

 

O acidente causou grande comoção na sociedade gaúcha, sendo considerado à época o pior acidente aéreo do Brasil.

 

Dois dias depois do acidente do voo 099 morreria num outro acidente aéreo ocorrido no Rio Grande do Sul, o político Joaquim Pedro Salgado Filho, que escapara do acidente do voo 099 por conta da falta de lugares no voo.

 

A comoção gerada foi tamanha que o Aeródromo de São João seria rebatizado Aeroporto Salgado Filho e, foram reiniciadas as obras de melhorias paralisadas na 2ª Guerra. Com isso o Aeroporto Salgado Filho foi dotado de um novo terminal de passageiros e de pistas maiores, acabando com as dificuldades de operação de grandes aeronaves.

 

Por conta do acidente, os compositores Fernando Lobo e Paulo Soledade, escreveram a canção "Zum-zum" em homenagem ao Comandante Edu, interpretada por Dalva de Oliveira no carnaval de 1951.

 


 

09.07.1950

Governo do Acre

Avro Anson Mk I

Prefixo: PP-ETD

 

Acidente logo após a decolagem do Aeroporto de Rio Branco, no então Território, e hoje Estado do Acre, do avião de transporte de carga PP-ETD, do Governo do Acre. Os dois ocupantes escaparam com vida.

 


 

 

30.06.1950

FAB – Força Aérea Brasileira

Grumman UC4F-2 Widgeon (G-44)

Prefixo: 2674

 

 

Acidentado em Belém, PA.

 


 

30.05.1950

Aerovias Brasil

Douglas C-47-DL (DC-3)

Prefixo: PP-AVZ

 

 

O DC-3 PP-AVZ partiu de Vitória da Conquista (BA) com destino ao Aeroporto de Salvador (BA). Com quatro tripulantes e nove passageiros a bordo.

 

Voando pelas regras em condições de voo visual (VFR) desde a decolagem, o DC-3 deparou-se com nuvens no FL100. A tripulação procedeu a uma descida e a aeronave voou através de um Cumulonimbus com fortes rajadas de vento positivas e negativas. Essas rajadas causaram o deslocamento dos passageiros e das mercadorias.

 

O controle do avião foi perdido e ambas as asas se separaram da aeronave durante a descida a uma velocidade maior do que a suportada. O PP-AVZ caiu próximo a Ilhéus, causando a morte dos quatro tripulantes e de 13 passageiros. Apenas duas pessoas sobreviveram ao acidente, o industrial Carlos Ortiz (38) e Leonídia Eunice da Conceição (23).

 


 

26.05.1950

VASP

Douglas DC-3 (C-47)

Prefixo: PP-SPV

A decolagem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, do Douglas C-47 teve que ser abortada por causa de uma falha no motor nº 2.

O DC-3 saiu da pista de decolagem e colidiu com uma pilha da terra que empurrou o motor nº 1 para dentro da  fuselagem.

Fala-se em 12 vítimas fatais (não confirmado).

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05.01.1950

Companhia Itaú de Transportes Aéreos

Curtiss C-46A-60-CK

Prefixo: PP-XBW

 

Acidente com avião em Itaquaquecetuba, SP. Sem vítimas.

A aeronave que transportava carga da empresa Itaú havia decolado do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 7h00, com destino ao norte do país, caiu às 9h20m na Fazenda São Bento, em Itaquaquecetuba.

A aeronave apresentou problemas quando já sobrevoava o município de Pouso Alegre, em Minas Gerais, quando um dos motores começou a falhar. O piloto, percebendo o defeito, resolveu voltar, buscando atingir Cumbica.

Ao passar sobre a Fazenda São bento, todavia, o avião caiu na encosta de um morro.

Ficaram levemente feridos o comandante Alberto Brandão, o copiloto Tomás Zapalacomas e o radiotelegrafista Afonso Carneiro. De Cumbica seguiram os necessários socorros. As vítimas foram transportadas para a cidade de São Paulo.

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Reprodução do jornal Folha da Manhã de 06.01.1950

 


 

Você tem mais informações sobre estes ou outros acidentes?

Escreva para nós: contato@desastresaereos.net

 


Fontes: Folha da Manhã, Folha da Noite, livro "Rastro da Bruxa", ASN, BAAA-ACRO, Wikipédia e FAB.

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