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A HISTÓRIA REAL DO ACIDENTE COM

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Funcionários da TAM são presos com drogas em Foz

20/10/2007

EVANDRO FADEL - Agencia Estado

CURITIBA - A Polícia Militar apreendeu 7,5 quilos de crack com dois funcionários da área de inspeção de cargas da TAM Linhas Aéreas que trabalham no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Eles foram detidos hoje em uma operação de rotina, no bairro Marumbi. A droga estava em um carro e embalada em balões de festa. De acordo com a polícia, os dois homens estavam uniformizados e com crachá de identificação da companhia aérea.

Eles foram presos em flagrante por tráfico de drogas e não tiveram as identidades divulgadas pela polícia. Segundo a PM, um deles afirmou que esta seria a segunda vez que transportaria droga para São Paulo utilizando aviões da empresa, e receberia R$ 1 mil. Ele não forneceu detalhes, no entanto, sobre a pessoa que receberia a encomenda. Ainda de acordo com a polícia, o outro preso disse desconhecer as atividades do colega. Na assessoria de imprensa da TAM, em São Paulo, ninguém atendeu ao telefone durante a manhã de hoje.

Fonte: Agência Estado


Acidente faz Paquistão banir Fokkers de estatal aérea

12 de julho de 2006

O governo paquistanês ordenou hoje que a estatal Pakistan International Airlines deixe de usar aviões tipo Fokker em vôos de passageiros. A decisão ocorre poucos dias após o acidente aéreo com um Fokker em um vôo doméstico, que matou todas as 45 pessoas que estavam a bordo.

O presidente da companhia, Tariq Kirmani, disse que os vôos de passageiros com os seis aviões desse tipo serão interrompidos a partir de amanhã. Duas rotas internacionais serão canceladas, além de algumas domésticas. A companhia poderá utilizar os aviões para vôos de carga, mas isso ainda não está decidido.

O acidente em questão ocorreu na segunda-feira, quando um Fokker F-27, de 27 anos, caiu logo depois de decolar do aeroporto de Multan, explodindo na periferia da cidade e matando todos os 41 passageiros e quatro tripulantes.

A tragédia levantou uma onda de críticas contra a Pakistan International Airlines. Enquanto pilotos e políticos dizem que a desgastada frota de aeronaves precisa ser trocada, executivos da estatal sustentam que os aparelhos ainda seriam seguros.

Fonte: Agencia Estado - AE-AP


   Brasília, quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Lucro do Unibanco cresce 25% no semestre e soma R$ 1,068 bi

Da FolhaNews

O Unibanco encerrou o primeiro semestre deste ano com lucro líquido de R$ 1,068 bilhão, resultado 25,1% superior ao de igual período de 2005 (R$ 854 milhões). De abril a junho, o banco lucrou R$ 548 milhões, um aumento de 5,4% sobre os primeiros três meses do ano (R$ 520 milhões) e avanço de 21% em relação ao segundo trimestre de 2005 (R$ 453 milhões).

Os cortes na taxa básica de juros, no geral, não prejudicaram os ganhos dos bancos. A taxa Selic caiu 5 pontos percentuais desde setembro do ano passado e está em 14,75% ao ano. Apesar dos recuos, o patamar da Selic ainda é alto na comparação com outros países. Os juros dos EUA, por exemplo, estão em 5,25% ao ano. Segundo analistas, com os cortes dos juros, os bancos têm apostado no aumento do crédito para elevar a rentabilidade.

Em percentuais, a expansão do resultado do Unibanco no primeiro semestre supera a dos principais grandes bancos atuantes no país que já divulgaram resultados.

O Bradesco fechou o semestre com lucro R$ 3,132 bilhões, uma expansão de 19,5% sobre os primeiros seis meses do ano passado.

O Itaú divulgou na semana passada lucro de R$ 2,958 bilhões, também crescimento de 19,5%. O lucro do Santander Banespa caiu 53% e ficou em R$ 473 milhões no semestre. O Banco do Brasil anuncia os resultados do semestre na próxima segunda-feira.

Retorno

O balanço do Unibanco divulgado nesta quinta-feira mostra que o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio atingiu 24,7%. Esse dado mostra qual é a rentabilidade do patrimônio líquido do banco, ou seja, se fosse possível aplicar o valor do patrimônio no negócio, o que isso representaria em percentual.

A carteira teve uma evolução de 5,7% em relação a março de 2006, acima do crescimento do sistema financeiro nacional de 5,2% apontado pelo Banco Central. Desde junho de 2005, o crescimento foi de 19,3%.

Nas operações de crédito para pessoas físicas, o destaque foi a evolução de 42,9% da carteira de cartões de crédito ao longo dos últimos 12 meses.

Os ativos totais consolidados do Unibanco atingiram R$ 98,217 bilhões, com aumento de 18,5% quando comparados a 30 de junho de 2005. A carteira de crédito do varejo chegou a R$ 23,438 bilhões, o que representa um crescimento de 18,5% ao longo dos últimos 12 meses. O patrimônio líquido somava R$ 9,816 bilhões em 30 junho, com crescimento de 13,3% em relação a junho de 2005.


Edição 139 - 30/8/2006

A TAM comemora seus 30 anos como empresa líder da aviação comercial brasileira — detém 51, 6% do market share total do país —, com ações em alta, contabilizando lucros — R$ 208, 3 milhões no primeiro semestre de 2006, crescimento de 622, 6% em relação a 2005 —, R$ 1, 229 bilhão de patrimônio líquido até junho deste ano, altamente profissionalizada e com práticas de gestão exemplares. Mas, além de enfrentar os desafios peculiares aos líderes de setores altamente competitivos, a empresa quer, também, revitalizar o coeficiente de magia que seu fundador, o comandante Rolim Amaro, soube criar com maestria

Hoje com 51, 6% de participação de mercado total — incluindo rotas domésticas e internacionais — no Brasil, a preferência dos viajantes de negócios, a perspectiva de uma acelerada expansão em suas rotas internacionais e registrando crescimento nos lucros de estratosféricos 622, 6% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2005, percentual que se traduz em R$ 208, 3 milhões de lucro na primeira (e, para a aviação, especialmente agitado) metade do ano. Nesse período, o patrimônio líquido da empresa foi de R$ 1, 229 bilhão, e perspectivas excelentes de crescimento nos próximos meses já são visíveis no horizonte.(...)

(...)Em relação ao crescimento da sua oferta internacional de longo curso, a TAM se preocupa em identificar para onde vão os passageiros que viajam a negócios. “Para entrar em novas rotas internacionais é preciso estar com a musculatura tonificada”, observa o presidente, que, com quase R$ 2 bilhões em caixa, já se prepara para o vôo inaugural da rota para Londres em 28 de outubro — coincidentemente dia de São Judas Tadeu, o Santo das Causas Impossíveis. “Enfim, tanto no doméstico quanto no internacional, nosso objetivo é ser uma empresa fair fare/low cost, ou seja, com tarifa justa e custo baixo”, arremata.


CENIPA

O que é considerado acidente aeronáutico

31 de agosto de 2006

Acidente Aeronáutico é toda ocorrência relacionada com a operação de uma aeronave, havida entre o período em que uma pessoa nela embarca com a intenção de realizar um vôo, até o momento em que todas as pessoas tenham dela desembarcado e, durante o qual, pelo menos uma das situações abaixo ocorra:

a) qualquer pessoa sofra lesão grave ou morra como resultado de estar na aeronave, em contato direto com qualquer uma de suas partes, incluindo aquelas que dela tenham se desprendido, ou submetida à exposição direta do sopro de hélice, rotor ou escapamento de jato, ou às suas conseqüências. Exceção é feita quando as lesões resultem de causas naturais, forem auto ou por terceiros infligidas, ou forem causadas a pessoas que embarcaram clandestinamente e se acomodaram em área que não as destinadas aos passageiros e tripulantes;

b) a aeronave sofra dano ou falha estrutural que afete adversamente a resistência estrutural, o seu desempenho ou as suas características de vôo; exija a substituição de grandes componentes ou a realização de grandes reparos no componente afetado. Exceção é feita para falha ou danos limitados ao motor, suas carenagens ou acessórios; ou para danos limitados a hélices, pontas de asa, antenas, pneus, freios, carenagens do trem, amassamentos leves e pequenas perfurações no revestimento da aeronave;

c) a aeronave seja considerada desaparecida ou o local onde se encontre seja absolutamente inacessível.

Nota - Em observância ao Anexo 13 da OACI - Organização de Aviação Civil Internacional, as lesões decorrentes de um Acidente Aeronáutico que resultem em fatalidade até 30 dias da data da ocorrência são consideradas lesões fatais.

Nota - Uma aeronave será considerada desaparecida quando as buscas oficiais forem encerradas e os destroços não forem encontrados.

Última atualização dia 31 de agosto de 06

Fonte:

CENIPA - CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS


São Paulo, domingo, 01 de outubro de 2006

VÔO 1907/JUSTIÇA

Advogados alertam sobre indenizações

Segundo eles, familiares de vítimas correm o risco de perder direitos se assinarem acordos com empresa de forma precipitada

Especialista diz que há dois tipos de ressarcimento: um do seguro obrigatório e outro garantido pelo seguro privado da companhia aérea

REGIANE SOARES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Advogados ouvidos pela Folha recomendam cautela aos familiares dos passageiros do vôo 1907 da Gol para discutir qualquer tipo de indenização. Dizem que as famílias podem perder direitos se aceitarem acordos precipitadamente.

"Não se deve assinar nenhum documento nem aceitar nenhuma oferta da companhia aérea num primeiro momento", alertou a advogada Sandra Assali, 50, presidente da Associação Brasileira das Vítimas de Acidentes Aéreos. Viúva de uma das vítimas do acidente da TAM - que em outubro de 1996 matou 96 pessoas em São Paulo -, Sandra disse que hoje conhece o "caminho das pedras" e orienta quem passa pelo mesmo que ela.

A advogada explicou que há dois tipos de indenização que familiares das vítimas têm direito, e o prazo para requerer é de até dois anos. A primeira é o seguro obrigatório garantido por lei e que prevê indenização de R$ 14 mil. A segunda é indenização paga pelo seguro que a companhia aérea tem com uma empresa privada. Neste caso é necessário entrar na Justiça. Sandra disse que é importante anexar ao processo um inventário da família no prazo de até 30 dias do acidente para evitar o pagamento de multa. Segundo ela, o documento é fundamental para indicar o padrão de vida da família e orientar o cálculo da indenização.

O advogado Sérgio Mourão, especialista em acidentes aéreos, ressalta que pedidos de indenização também devem conter os danos emergentes, aquilo que a vítima teria ao longo de sua vida, como remuneração e progressão ao longo da carreira profissional. "Se a vítima tinha filhos, esse dado é importante para assegurar direitos à moradia, saúde e educação", afirmou Mourão.

Um dos principais problemas levantados pelos advogados em um processo de indenização é o acesso à investigação, onde estão os documentos necessários para identificar os responsáveis. Como a investigação é sigilosa, as famílias também devem entrar na Justiça para obter informações.

A coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), a advogada e colunista da Folha Maria Inês Dolci, ressalta a importância de guardar todo tipo de documento, inclusive o que for publicado na imprensa e a lista de passageiros. "É o documento que comprova que a pessoa embarcou", disse. A advogada explicou que uma ação coletiva facilita o trâmite judicial e é menos onerosa.

TAM

Segundo a advogada Sandra Assali, a maioria das famílias das 99 vítimas da TAM já receberam indenizações. Todas as 65 famílias que entraram com ações na Justiça dos EUA já foram contempladas. As primeiras começaram a ser pagas há cinco anos. Os valores não foram revelados. Esses processos tramitaram no exterior pois o acidente foi provocado por falha em uma peça fabricada por uma empresa americana sem representação no Brasil. Já as demais famílias que entraram na Justiça brasileira também estão com os casos praticamente resolvidos. "Um ou outro processo ainda não foi concluído por questão pontual das famílias envolvidas", disse.

Comentário:

Pela minha experiência nestes dez anos passados da tragédia com o Fokker 100 da TAM, recomendo que as famílias tenham o máximo de cautela e o mínimo de pressa para tratar do tema "indenização" neste momento de dor. É exatamente essa situação emocional que é aproveitada pelas empresas envolvidas para fazer propostas e pedir para que se assinem documentos. Foi assim, em 1996,  que procederam a TAM e a Unibanco Seguros.

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