.

A HISTÓRIA REAL DO ACIDENTE COM

 O FOKKER 100 DA TAM EM 1996

VÔO 402

.
TAM E UNIBANCO SEGUROS - EMPRESAS QUE NÃO RECOMENDO
.
OUTRAS MATÉRIAS
MENU

PÁGINA INICIAL

.

O ACIDENTE

.

IMAGENS DA TRAGÉDIA

.

A CAIXA-PRETA

.

A QUESTÃO DAS INDENIZAÇÕES

.

EU E A TRAGÉDIA

.

OUTROS

ACIDENTES

DA TAM

.
OUTRAS MATÉRIAS
.
OPINIÕES
.
LINKS

SOBRE O AUTOR

E SUAS FONTES


ACIDENTES

AÉREOS

NO BRASIL

.

ACIDENTES

AÉREOS

NO MUNDO

..
VÍDEOS DE ACIDENTES

Ler meu Livro de Visitas
..
Assinar meu Livro de Visitas

Site do Jornalista Jorge Tadeu
..
Campanha Nacional em Defesa da Liberdade de Imprensa
..
FALE CONOSCO
FALE CONOSCO
.

Adote, patrocine

ou contribua

com este site!

.

Designer:

Jorge Tadeu

.
 

São Paulo, quarta, 11 de junho de 1997.

TRAGÉDIA

Familiares criam entidade que reúne parentes de vítimas de acidentes aéreos e exigem apresentação de laudo
 

Viúvas do vôo 402 organizam associação

MAURICIO STYCER
da Reportagem Local

Acaba de nascer em São Paulo uma entidade que pretende fazer muito barulho: a Associação Brasileira dos Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos. Ela foi fundada na última quinta por um grupo de pouco mais de 20 mulheres, que se referem a elas mesmas como "as viúvas do vôo 402" ou "as viúvas da TAM".

Elas não se conformam com a demora na divulgação do laudo que deverá trazer as causas do acidente que, no último dia 31 de outubro, causou a morte de 99 pessoas, entre elas os seus maridos, muitos deles executivos de multinacionais e de bancos. Estão indignadas com muitas das empresas onde eles trabalhavam, por julgarem que mereciam uma assistência maior do que a recebida.

Estão irritadas com muitas das escolas que se recusaram a dar bolsas de estudos a seus filhos. Entre essas viúvas, há muitas mulheres que não trabalhavam, tinham um padrão de vida de classe média ou classe média alta e, de repente, ficaram sem a principal fonte de renda da família. Pretendem, como diz a presidente da associação, Sandra Signorelli Assali, 41, fazer "pressão inteligente" junto das instâncias que podem ajudar a minorar as dificuldades pelas quais estão passando.

A prioridade zero da entidade é conseguir a divulgação, pela Aeronáutica, do laudo com as causas do acidente. "A vida de nenhuma viúva está andando. Não há advogado que comece alguma ação sem o laudo", diz Sandra Assali, dona-de-casa e mãe de dois filhos.

Justiça

Em nome de algumas viúvas, o advogado Renato Guimarães Jr. entrou, na semana passada, com um mandado de segurança na Justiça Federal de São Paulo, pedindo que o Ministério da Aeronáutica apresente o laudo em juízo.

Sem esse laudo, não se sabe de quem foi a culpa pelo acidente e, assim, o escritório de advocacia norte-americano Speiser, Krause, Madole & Lear, que diz representar 26 famílias, não pode dar início à milionária ação indenizatória que planeja nos Estados Unidos.

No próximo domingo, a associação volta a se reunir para votar o estatuto da entidade. Familiares de dois terços das vítimas do acidente já foram contatados. A idéia da associação é contatar os demais e agregar familiares de vítimas de outros acidentes aéreos.

"Se criássemos a Associação das Viúvas do Vôo 402, nossa ação ia ser muito restrita", diz a bailarina Heloisa Gouveia, 40, vice-presidente da associação. "Queremos ir pelo caminho da diplomacia, mas, se for preciso, vamos gritar", avisa Heloisa.

________________________________________

São Paulo, quarta, 11 de junho de 1997.

Mulher anima festa para viver

da Reportagem Local

Maria Tereza era casada com um executivo de banco, que ganhava cerca de R$ 12 mil por mês. Após a morte do marido, no vôo 402, ela foi obrigada a mudar a sua vida.

Trocou São Paulo por Ribeirão Preto, passou a trabalhar, animando festinhas infantis, e hoje vive com menos de R$ 500 mensais.

Não é um caso único. "Há casos desesperadores. Vejo algumas viúvas que tenho vontade de pegar no colo", diz Sandra Assali.

Na verdade, não são apenas viúvas. A presidente da associação se emociona ao contar a história do casal de alemães cuja filha, analista de sistemas, morreu no acidente.

O casal já havia perdido o outro filho, num acidente automobilístico. O pai estava sob tratamento para conter um câncer de próstata, custeado pela filha que morreu no acidente da TAM. Hoje, eles vivem com uma pensão de R$ 600.

"Estar juntas"

As fundadoras da associação relacionam, entre os objetivos principais da entidade, um que não tem nada a ver com indenizações e coisas do gênero: "Queremos estar juntas", diz Sandra Assali.

A entidade planeja organizar eventos sociais, reunir as crianças, motivar as viúvas. "Até fazer coisas corriqueiras, como entregar a declaração de Imposto de Renda, é difícil", diz Heloisa Gouveia.

"Pagar a passagem deles de volta, ninguém vai pagar. É irremediável. Uma vez que nenhuma de nós conseguiu nada sozinha, resolvemos nos unir. Porque só nós falamos essa língua", diz Heloisa.

Bons exemplos

A associação pretende pressionar algumas empresas a ajudarem as viúvas do vôo 402 usando como exemplo aquelas que estão agindo de forma correta.

Sandra Assali cita o caso da multinacional alemã onde seu marido, José Rahal Abu Assali, trabalhava, a Boehringer de Angeli.

Ele tinha um seguro de vida adequado, equivalente a 72 salários, a empresa adiantou seis meses de salários três dias após o acidente, deu à viúva o carro que ele usava e ofereceu assistência em toda a burocracia do enterro.

"Se uma empresa pode fazer isso, todas deveriam poder. Queremos buscar tratamento igualitário", diz Sandra Assali.

O mesmo vale para as escolas. Muitas, como Pueri Domus, Mackenzie e Dante Alighieri, deram bolsas para filhos das vítimas. Outras, não. (MSy)


A entrega do prêmio Empresa do Ano

Aconteceu em 26 de junho, em S.Paulo, na cerimônia de lançamento da 24a edição de Melhores & Maiores da revista Exame, um acontecimento no calendário empresarial brasileiro. Na presença do ministro da Fazenda, Pedro Malan, foram entregues os prêmios em cada setor da economia e o grande troféu à Empresa do Ano, a TAM, na pessoa do seu presidente Rolim Amaro.

No saguão, um grupo de viúvas e parentes da vítimas da tragédia do Fokker da mesma companhia que caiu no ano passado distribuíam panfletos reclamando do descaso da TAM no pagamento das indenizações.

Treze dias antes do acidente no vôo 283 e oito meses após a tragédia do vôo 402, quando 99 pessoas morreram na queda de um Fokker 100 em São Paulo, o comandante Rolim Adolfo Amaro, presidente da TAM, estava sorridente. A TAM fora escolhida a melhor empresa do ano pela revista Exame.

Mal o comandante acabou seu discurso, dizendo que se emocionava mais com o sorriso de uma criança do que com o prêmio, uma mulher se levantou da platéia e o interpelou. "Comandante, o senhor deveria se lembrar do choro dos filhos das 99 vítimas da tragédia do vôo 402. E também parar de nos usar como trampolim na imprensa e dizer que tem nos dado total apoio."

Para Vera Roncati, uma das viúvas do acidente. Segundo ela, a TAM ofereceu indenização de R$ 145 mil aos familiares das vítimas, desde que eles abram mão de qualquer reivindicação na Justiça. "Lamentamos que o resultado financeiro de uma empresa fale mais alto do que valores humanos."

A polêmica premiação da TAM colocou a revista Exame e sua metodologia na berlinda. A revista Exame, na reportagem em que exaltou a vitória da TAM com um estranho título na primeira pessoa do plural (Ganhamos!), justificou o prêmio com o excelente desempenho da empresa e a “maneira destemida, transparente, eficaz como ela reagiu à tragédia do vôo 402 — um clássico já na administração de crises.

O vôo 402 despencou em 31 de outubro do ano passado, em São Paulo, e matou 99 pessoas. A reportagem cita exaustivamente o americano Lawrence Susskind, autor do livro Em crise com a opinião pública, para demonstrar que é fácil uma companhia de aviação queimar-se nos destroços de um desastre. A TAM, segundo a revista, reagiu como fênix.


26/10/1997

"seu pai virou uma estrela"

"Meu marido, Laércio Cremasco, 42, era gerente de produtos de uma indústria farmacêutica e morreu no acidente da TAM em 96. Tenho três filhos: Euler, 20, Eric, 16, e Evandro, 6. A morte de alguém amado é um baque tão grande que a gente fica meio confusa, não sabe se deve falar ou não, como falar.

Além de perder meu marido, parentes levaram o Evandro de mim por quatro dias. Quando ele voltou, a primeira coisa que ele pediu foi para ver a 'Veja'. Ele olhou as fotos e ficou com lágrimas nos olhos. Então falou: 'o pai morreu, não é?' Eu disse que o pai estava no céu, que tinha virado uma estrela, mas que ele ainda estava cuidando da gente.

O Evandro é o que menos se conforma. Ele sente mais porque os outros filhos estudam, trabalham, passam o dia fora. à noite, reza vários pai-nossos para sonhar com o pai.

Ele ainda pergunta se não vai mais ver o pai. Diz que queria ter visto o caixão, mas falei que era melhor guardar a fisionomia do pai alegre, bonito como era. O Evandro gosta de ver as fotos. O outro dia ele pegou o vídeo do aniversário de um ano, mas não aguentou: ficou muito triste e parou no meio."

(Eliana Cremasco, 38, dona de casa)


São Paulo, sexta, 30 de outubro de 1997.

"Até hoje não sei como ser pai e mãe", diz viúvo

da Reportagem Local

Da sala em que trabalha, na avenida Angélica, o tecnólogo Wadih Roberto Haddad Neto, 50, vê o túmulo da mulher, Marilene Gimenes Haddad, no cemitério do Araçá (zona sudoeste de São Paulo). ''Isso tudo dói muito, mesmo um ano depois.''

Marilene foi uma das 99 vítimas do vôo 402. Deixou o marido e Leandro, filho que hoje tem 19 anos. Haddad ainda não se acostumou. Lembra dela quando toma uma cerveja ou come um aperitivo. Chora de vez em quando. E não suporta datas como a do aniversário dela, que faria 42 anos sexta passada.

Leia a seguir o depoimento de Haddad.

''O pior trauma que alguém pode passar é ver a pessoa amada sofrer uma morte abrupta e comentada. Hoje, por onde passo, sou o viúvo da TAM. O pessoal me olha e pensa que sou um coitado. Talvez não um coitado, mas até em reuniões de negócios há um olhar diferente. Há uma solidariedade que machuca.

Faz um ano que a Marilene faleceu, mas parece que foi ontem. Até hoje eu tenho minhas dúvidas se ela morreu mesmo. O caixão fechado ajuda nisso. É diferente de quando você vê a pessoa lá. Acabou e pronto.

Vivi fases muito diferentes nesse ano que passou. No primeiro mês, parecia que eu tinha usado droga: não chorava e dormia direito. Eu parecia anestesiado. Uma barata com inseticida.

Depois, minha vida virou uma bagunça e perdi a vontade de fazer as coisas. Larguei a ginástica, relaxei com os remédios para pressão alta. Teve uma fase em que tomei uns uísques a mais. Passou, graças a Deus, mas podia me consumir. Só no trabalho é que me multipliquei por 200.

Cada data é motivo para sofrer. No aniversário do Leandro, em agosto, veio aquela recordação de quando saíamos os três para jantar. Voltou até coisa mais antiga, o nascimento dele. Ele nasceu de sete meses e depois tivemos um filho, o Rodrigo, que foi prematuro e faleceu.

A Marilene sofreu muito por não conseguir segurar os bebês e passamos aquilo tudo juntos e isso aproximou a gente. Agora ela foi embora e eu lembro de tudo sozinho.

''No aniversário dela, lembrei quando a gente ia dançar''

O aniversário dela foi sexta passada. Fui ao cemitério de manhã, levei flores. À tarde, não consegui trabalhar. Fiquei em casa, triste. Quando ela fazia aniversário, a gente ia dançar no clube Piratininga ou no Tietê. Ela era pé-de-valsa, dançava de tudo, até lambada, mesmo sem ter muita ginga. Na sexta, não teve jantar. Não comi, não dormi _nem meu filho. Nenhum dos dois tocou no assunto.

Quando eu vejo na TV aquela imagem dos corpos enfileirados, eu choro. Já devia ser corriqueiro, mas ainda dói muito. Você começa a imaginar aquele pacotinho... Minha sogra outro dia viu a cena pela primeira vez e ligou. 'Sabe, Roberto, eu vi aqueles sacos e você sabe que eu fiquei procurando a Marilene...' Aquilo foi pesado para mim.

Quando vou a um bar, é como se ela estivesse lá. Estaria pegando no meu pé, porque sempre fui extrovertido e ela, baixinha e brava, reclamava. Também pegava no meu pé quando eu comia muito. Se eu pego uma bolachinha a mais, penso nela. Não sei quanto tempo isso vai durar.

Até hoje eu não sei como ser pai e mãe. Ela era psicóloga, orientava meu filho em coisas que eu não conheço. Minha orientação sempre foi uma coisa mais de homem para homem. É muito complicado até hoje.

Tem uma coisa que eu não entendo. Será que é certo a Aeronáutica estar mais preocupada em explicar a coisa para estrangeiros do que para nós, que perdemos nossa pessoa querida? Eu e meu filho somos consumidos todo dia porque o assunto não está resolvido. Isso encolhe o resto de vida que a gente tem. Vou sentir alívio quando o culpado aparecer e espero que seja logo. A vida tem de continuar.''


São Paulo, sexta, 30 de outubro de 1997.

Assembléia de SP faz debate para lembrar o 1º ano

da Reportagem Local

A Assembléia Legislativa de São Paulo faz hoje um debate para lembrar o primeiro ano do acidente com o vôo 402 e discutir questões ligadas à segurança de vôo e à responsabilidade do Estado em acidentes aéreos.

''É preciso esclarecer o que houve com o vôo 402 e estamos abrindo espaço para que a sociedade se inteire de que há essa pendência'', afirma o deputado Paulo Teixeira (PT), que requereu o debate.

''Vamos cobrar também o esclarecimento de casos mais antigos, que depois de muitos anos ainda não têm relatório final divulgado.''

O ministro Lélio Viana Lôbo (Aeronáutica) foi convidado, mas até o início da noite de ontem não havia confirmado sua presença.

A Aeronáutica não se manifesta sobre o conteúdo da investigação do acidente. Este mês, o ministro Lôbo afirmou que, provavelmente, o relatório final estará pronto em dezembro.

A comissão que investigou o desastre já concluiu os trabalhos e elaborou um relatório. Ele não é divulgado porque, pelas convenções internacionais, antes os outros países envolvidos têm direito de se manifestar sobre ele.


CADERNO ESPECIAL - TOP OF MIND

11 de novembro de 1997 - Caderno Especial Top of Mind - Pág. E-10

A EMPRESA AÉREA QUE ESTÁ NA MENTE

Acidentes fazem TAM registrar o maior crescimento da pesquisa

NELSON ROCCO
Da Redação

Os acidentes com aviões da TAM provocaram o maior crescimento em pontos percentuais registrado pela pesquisa Top of Mind em setembro deste ano.

A lembrança da empresa pelos consumidores saltou dos 9% registrados em 96 para 19%, praticamente encostando na segunda marca de companhia aérea mais lembrada - a Vasp -, que obteve 20%.

Em outubro de 96, um Fokker-100 da TAM que ia de São Paulo para o Rio de Janeiro caiu logo após a decolagem matando 99 pessoas. O acidente foi o segundo maior do Brasil e as causas ainda não estão claras.

Quase nove meses depois, uma explosão provocou outro acidente com um Fokker-100 da companhia, deixou um morto e duas pessoas com os tímpanos perfurados.

Segundo a empresa, os acidentes não alteraram as estratégias de marketing. Para este ano, a meta é investir US$ 18 milhões em publicidade, exatamente 50% mais que em 96.

Os investimentos e resultados financeiros da companhia também têm ajudado a memória do público.

O faturamento está em crescimento. Para este ano, a TAM estima chegar aos US$ 650 milhões.

Nesse um ano, a TAM foi premiada como a empresa do ano, promoveu a adequação da malha de rotas e abriu novas frentes, passando a operar a partir do aeroporto de Cumbica (SP), o maior do país.


São Paulo, sexta, 26 de dezembro de 1997.

A queda do Fokker-100

ALICE ITANI
RITA DE CÁSSIA ARAUJO

A divulgação do relatório do acidente com o Fokker-100 da TAM pelo Ministério da Aeronáutica causou muita indignação entre parentes das vítimas e estupefação em muitos setores da sociedade.

Quem leu o relatório não entendeu. É tecnicamente correto, mas não esclarece as dúvidas mais importantes, sendo por vezes dúbio.

Não está claro, por exemplo, se as jornadas de trabalho da tripulação estavam dentro das horas regulamentares. Recomenda-se estranhamente, porém, a emissão das escalas, o que é obrigatório.

A lei estabelece limites de tempo. As horas de trabalho do aeronauta são contadas cumulativamente sobre um período de 24 horas, sete dias e assim sucessivamente, até o limite anual. Os depoimentos mostram que as tripulações vêm trabalhando além disso.

O relatório é obscuro sobre o treinamento. Cita a falta de informações da tripulação sobre a anormalidade e omite as responsabilidades. Ainda não fica clara a questão da manutenção do equipamento nem a da peça do reverso, que já apresentava falhas.

Os sistemas tecnológicos na aviação são de alto risco, funcionando com grande índice de incertezas. Há erros de concepção e de decisões sobre o grau de risco. O próprio Fokker deveria apresentar nível de confiabilidade maior.

De quem é a responsabilidade por atos que causam riscos e danos aos cidadãos no consumo dos serviços de transportes? Em primeira instância, do Estado brasileiro. Na aviação, o Ministério da Aeronáutica deve controlar e gerir a segurança aérea - incluindo equipamentos e empresas operadoras.

A responsabilidade é clara. Um acidente não ocorreria se não houvesse falhas nessas competências, bem como na qualidade do serviço prestado pelas operadoras.

A questão ''o Estado contra a nação'' parece estar presente. Há riscos e danos sem responsáveis. A investigação parece ser fora de lugar quando os próprios envolvidos integram a comissão - sem representantes de setores importantes, como vítimas, aeroviários e mesmo o Ministério Público.

Há omissão até na falta de emissão de laudos. O do Fokker-100 só foi divulgado após mais de um ano e muitas diligências de representantes de sociedade civil, Legislativo, Judiciário e promotoria.

Conta-se com o profissionalismo dos trabalhadores dos transportes aéreos, que lutam pela segurança de vôo, sob risco de ser perseguidos e demitidos. Por esse estado de riscos, e se um acidente é erro do piloto ou castigo de Deus, questionam-se a legitimidade e a importância dos órgãos do Estado.

Alice Itani, 47, doutora pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, é professora do Instituto de Biociências da Unesp

Rita de Cássia Araujo, 40, é mestranda em saúde pública pela USP


São Paulo, sexta, 26 de dezembro de 1997.

PAINEL S/A

Aumentando a frota

A TAM prepara para janeiro a assinatura de contrato de compra de dez novos Fokker 100. Segundo a empresa, o primeiro avião chega em março, o segundo, em abril, outros dois, em outubro, e os seis restantes, em 99.

. . . .
JUSTIÇA JÁ! FALE CONOSCO JUSTIÇA JÁ!
. . . .
.O ARQUIVO DO FUTEBOL
 

2006-2007 ® Direitos Reservados - Jorge Tadeu da Silva