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São Paulo, quarta, 22 de julho de 1998
O jogo do piloto oculto
ELIO GASPARI
O Departamento de Aviação Civil puniu o
major Odin Grothe porque, pilotando um
avião da TAM que fazia um vôo diurno de
São Paulo para Vitória, pediu
autorização à torre de controle para
fazer um pouso visual e desceu em
Guarapari. Fez isso de acordo com os
seus regulamentos e ninguém tem nada a
ver com isso.
A absoluta irrelevância dessa punição é
capaz de deixar sem voz um cantor de
ópera. É apenas mais uma punição numa
época em que muita gente é punida e
pouca coisa é resolvida.
O major foi punido, mas o DAC sustenta
que a Força Aérea deve continuar
exercitando seus oficiais em aeronaves
civis, porque não tem equipamento
semelhante ao das empresas privadas. O
presidente do Sindicato Nacional das
Empresas Aéreas, brigadeiro da reserva
Mauro Gandra, informa que os vôos
comerciais pilotados por oficiais só
poderão acabar se o governo liberar R$ 4
milhões para a criação de um corpo
especial de pilotos-checadores.
Resta uma pergunta: o que é que o
passageiro tem a ver com isso?
Se o governo liberar R$ 4 milhões para
qualquer coisa, muita coisa pode acabar.
Pode acabar a fila do Hospital Souza
Aguiar, por exemplo.
Faltam R$ 4 milhões em muitos lugares do
Brasil, mas o sujeito que comprou uma
passagem num avião comercial, tem o
direito de supor que está voando com uma
tripulação comandada por um piloto da
empresa com que fez negócio.
O brigadeiro diz que os pilotos da FAB
têm uma formação excelente. Ninguém
duvida disso nem isso tem importância. O
passageiro, que paga impostos para
manter o DAC e compra bilhetes para
andar de avião, continua com o direito
de voar sob a absoluta e exclusiva
responsabilidade da empresa com que
contratou a transação.
Tanto é assim que
as tripulações informam aos clientes o
nome do comandante do vôo. (O governador
Albano Franco, um veterano do pânico
aéreo, sabe de cor o nome de dezenas
deles.) Quem se lembra de ter sido
informado que o avião estava sendo
pilotado por um oficial da Aeronáutica?
Os passageiros do vôo que acabou em Guarapari nunca souberam que o pouso
estava sob o comando do major Grothe.
Supunham estar nas mãos do comandante
Tozzi.
O DAC diz que esse tipo de exercício é
necessário e se justifica diante da
falta de aviões equivalentes na aviação
militar. Tem toda razão, mas o problema
continua do mesmo tamanho: o que é que o
passageiro tem a ver com isso? Se o
problema é esse, a FAB (ou Godzilla)
pode voar em aviões vazios.
Tanto o DAC quanto o brigadeiro Gandra
produziram argumentações tautológicas.
Sustentam que os oficiais precisam voar
porque precisam voar (ora porque faltam
aviões, ora porque faltam R$ 4 milhões).
Assim não vale. Se não houvesse um
motivo, é óbvio que não haveria pilotos
militares na aviação civil.
O problema é
que mesmo havendo um motivo razoável,
está sendo praticada uma solução
discutível para o interesse de quem paga
a conta, nas duas pontas (a do imposto e
a do bilhete). Punir o major pode
satisfazer as exigências dos
regulamentos da Força Aérea, mas do
ponto de vista da política pública da
aviação comercial tem mesmo efeito que
tentar apagar o episódio de Guarapari
mudando o nome da cidade.
Obs: referente a
pouso em pista errada realizado no Espírito Santo em 09/07/98. |
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São Paulo, quarta, 16 de setembro de
1998
Assistência a vítimas
"Faço referência à reportagem "Swissair
oferece US$ 20 mil a parentes',
publicada dia 4/9 no caderno Mundo. O
texto relembra o acidente com o vôo 402,
da TAM, como exemplo de situação na qual
as vítimas não foram assistidas.
Coordeno o Laboratório de
Estudos e Intervenções sobre o Luto -
LELu, da PUC-SP, e posso
afirmar que desde o primeiro dia após o
acidente a equipe do LELu prestou
assistência às vítimas, tendo
permanecido dia e noite no IML e no
hotel onde os desabrigados e familiares
estavam hospedados.
A atuação do LELu deveu-se unicamente ao
nosso sentimento de solidariedade, sendo
que não recebemos nenhum
pagamento da TAM.
A equipe do LELu já fez tentativas de
aproximação com as companhias aéreas
brasileiras, no sentido de prepará-las
para o enfrentamento de catástrofes
dessa ordem. No entanto, a política das
empresas parece não ser a de priorizar
essas questões."
Maria Helena P. Franco Bromberg,
Laboratório de Estudos e Intervenções
sobre o Luto -LELu (São Paulo, SP)
Fonte: Folha de S.Paulo
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BRINCANDO DE MOCINHO E VILÃO
CRÔNICA - MÁRIO PRATA (trecho)
(...) E, por falar em mocinho e vilão, na mesa
ao lado lá no Poncho Verde,
uma família estava indignada com o prêmio
dado a TAM. Alguém chegou mesmo a
dizer que era um prêmio Tantã, segundo o Aurélio,
"amalucado, maluco, desequilibrado, tonto".
Logo
percebi que era uma família que havia perdido um
parente no acidente da Tam.
E
criticavam o bom moço Comandante Rolim,
em questões ligadas às indenizações. E mais
revoltados estavam porque funcionários da revista
Exame, que haviam dado o prêmio ao incansável Rolim,
alegaram a postura dele correta, visitando as
viúvas, consolando os órfãos,
como dois sobrinhos meus, o Felipe e a Olívia.
Acho que foi mesmo um prêmio Tantã.
E um senhor ainda me saiu com essa: "se esse cara
fosse mesmo bom o XV de Piracicaba não tinha caído
para a segunda divisão, sob o comando dele". Aqui,
no caso, vilão ou mocinho? (...)
Publicado em "O Estado de
S.Paulo" - 19/09/98 |
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São Paulo, Sábado, 20 de Novembro
de 1999
Segredos de caixa-preta: a TAM e o
Detran*
MARILENE FELINTO (da Equipe de
Articulistas)
Todo
ano - pelo menos nos últimos quatro
anos - acontece um incidente ou um
acidente com aviões da TAM.
Em
outubro de 1996,
um Fokker-100 da TAM caiu em São
Paulo matando 99 pessoas.
Em novembro do mesmo ano,
um jato da companhia abortou a
decolagem por conta de um alarme
falso no painel de controle. A
aeronave já corria na pista quando o
painel indicou falta de potência nos
motores.
Em
julho de
1997,
ocorreu uma explosão a bordo de
outro Fokker da TAM, o vôo 283,
matando uma pessoa e ferindo outras.
Três
meses depois,
outro incidente: problema na
aterrissagem de um Fokker-50 da TAM
fechou o aeroporto de Blumenau (SC).
Um dos seis pneus do trem de pouso
estourou no momento do pouso.
Este ano,
há uma semana (em 18/11),
outro incidente com aeronave da TAM:
um "problema técnico" durante o
pouso de um Fokker-100, que ia de
São Paulo para o Rio, fechou o
aeroporto Santos Dumont. Após
derrapar na pista, o avião foi parar
no gramado.
É preciso que
se diga que
essa
seqüência de acidentes é
absolutamente anormal
para uma única companhia aérea
em tão curto espaço de tempo
- só é normal no absoluto
subdesenvolvimento da aviação
africana.
É
preciso tratar o caso da TAM e seus
inseguros aviões Fokker com a
gravidade que o caso parece ter.
Não é esse tratamento, porém, que as
autoridades do setor têm dado aos
fatos. Pelo contrário, agem como se
fosse normal acontecer mais de um
incidente por ano com aviões da TAM.
Esclarecem muito mal a
opinião pública - as explicações
para as causas dos acidentes carecem
de transparência e agilidade. No
mais grave deles, a queda do Fokker
em 1996, a Aeronáutica isentou a TAM
de culpa, apontando apenas
"equívocos" da empresa aérea.
Um dia depois do incidente
da semana passada, o DAC
(Departamento de Aviação Civil),
informava, numa decisão autoritária
e antidemocrática, que as
caixas-pretas do avião já tinham
sido abertas e decodificadas, mas
que o conteúdo delas não seria
revelado, seria mantido em sigilo
até a conclusão da investigação.
Sigilo para quem? Por quem? Por quê?
Ora, então a nós, usuários e
pagantes das passagens de preços
exorbitantes, só nos resta esperar o
próximo acidente?
O direito do
cidadão à informação (rápida e
transparente) é um dos princípios
fundamentais da democracia.O sigilo
só contribui para a reincidência em
"incidentes", para confundir a
memória da opinião pública.
O sigilo
dá à TAM o tempo necessário para se
recompor, para encher lingüiça na
montagem de seu show business
personalista (centrado na figura de
seu dono e "comandante" Rolim), de
sua propaganda suspeita.
* Apenas o trecho sobre a
TAM
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São Paulo, terça-feira, 10 de julho
de 2001
PAINEL DO LEITOR
TAM
"A morte de qualquer ser humano é uma
tragédia, especialmente para sua
família. Quando se vê ressaltada, nas
declarações dadas por personalidades
após sua morte, a ética do presidente da
TAM, é importante lembrar que, após o
acidente com o Fokker-100, essa tal
"ética" nunca esteve presente nas
negociações sobre as indenizações às
viúvas dos passageiros mortos no
acidente e aos moradores do Jabaquara
que tiveram suas casas destruídas.
Não
tivemos amparo da empresa e ainda fomos
obrigados a ouvir declarações do sr.
Rolim menosprezando os bens que ele não
acreditava que tivéssemos em nossas
residências.
É importante, neste
momento, que a verdade não seja
mascarada pela tragédia que se abateu
sobre sua família."
Jorge Tadeu da Silva
(São Paulo, SP)
Opinião referente à reportagens
exageradamente elogiosas ao "comandante"
Rolim.
Fonte: Folha de S.Paulo
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Sexta-feira, Abril 12, 2002
Segundo acidente com Fokker 100 da TAM em menos
de um mês
O famigerado
"avião do cão"
segue fazendo das suas sem que nenhuma
providência seja tomada pelas autoridades
competentes. É impressionante, mas desta vez o
problema foi com a decolagem que provocou um
problema não determinado ainda de um dos pneus.
Aparentemente o pneu estourou durante a
decolagem. O vôo 3130 sairia hoje de tarde de
São Paulo com destino a Vitória mas foi obrigado
a fazer um pouso de emergência no aeroporto do
Galeão no Rio de Janeiro.
Sei lá,
o DAC está sendo muito omisso nestes casos todos
e a TAM também que continua insistindo com essa
aeronave ridícula. Depois não digam que é
implicação minha hein! Enfim...
Por:
Marcos Alsina
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São Paulo, segunda-feira, 13 de maio
de 2002
TENDÊNCIAS/DEBATES
O
STJ e a dor moral
TAÍS GASPARIAN
Se a indenização deve compensar a
dor, ela também deve servir de
desestímulo a outras atitudes nocivas
Diante da discrepância de critérios
adotados na fixação do valor das
indenizações por danos morais, o STJ
(Superior Tribunal de Justiça) tem
tomado a corajosa iniciativa de avocar a
si a decisão final da quantificação do
dano moral.
Corajosa, porque, num país marcado por
agudas desigualdades, conferir um valor
pecuniário aos diversos tipos de dor
moral não é uma tarefa fácil. Pelo
contrário, é audaciosa e digna de um
Tribunal Superior que está aí justamente
para, dentre outras funções, conferir
unidade jurídica à interpretação das
leis federais e, conseqüentemente, ao
emaranhado de decisões judiciais.
Diferentemente do dano material, que é
matematicamente aferível, a avaliação do
dano moral se apóia em parâmetros
subjetivos. Quanto vale a dor pela morte
trágica de um parente querido? Ou por se
tornar de repente inválido? Valor nenhum
paga a dor.
O sistema jurídico, ciente dessa
dificuldade, criou um mecanismo que
pretende compensar aquele que sofreu o
dano moral. Entende-se que a indenização
pode proporcionar ao ofendido um
bem-estar psíquico compensatório da
tristeza ou da ofensa. No entanto, o
aspecto mais difícil dessa compensação
reside na fixação do valor do dano.
Embora existam alguns critérios teóricos
que norteiem essa fixação, como a
gravidade da dor, a capacidade
financeira do causador do dano e a
proporcionalidade entre um e outro, as
indenizações têm sido as mais díspares
-revelando uma sociedade sem critério de
graduação de valores morais.
Parece óbvio que a dor do filho menor
que perdeu o pai, em decorrência de um
ato ilícito, é provavelmente maior do
que a daquele que foi ofendido em sua
honra, e a deste mais grave do que
aquele que teve um abalo em seu crédito,
e assim sucessivamente. Mas os julgados
nem sempre apresentam essa coerência.
Alguns exemplos: em
razão de uma decisão judicial, os filhos
menores de uma vítima daquele fatídico
vôo da TAM foram indenizados, pela dor
da perda do pai, em cem salários mínimos
para cada um. O mesmo acidente gerou uma
indenização de 500 salários mínimos para
o pai de um outro passageiro. A esposa e
os filhos menores de uma vítima fatal de
um acidente ferroviário receberam, no
total, indenização pelos danos morais no
valor de 40 salários mínimos. Duzentos
salários mínimos foi o valor recebido
pelos danos morais por uma pessoa que
sofreu um acidente que a invalidou para
o trabalho. Uma servidora municipal,
atacada sexualmente em um parque mantido
e guardado pela municipalidade de São
Paulo, recebeu cem salários mínimos.
Em contrapartida, um homem que sofreu
uma agressão física, em um clube social,
recebeu indenização no valor de 3.600
salários mínimos (R$720 mil). Um
executivo, que teve sua imagem
indevidamente veiculada em um anúncio,
recebeu uma indenização de 500 salários
mínimos (R$ 100 mil). E um juiz de
direito, que teria sido injustamente
apontado pela imprensa como manipulador
de processos de adoção, moveu diversas
ações e talvez receba, a título de
indenização por danos morais, o valor de
cerca de R$ 4 milhões da Rede Globo e R$
800 mil da Revista "IstoÉ".
Fica a incógnita: a dor moral da pessoa
que se tornou um aleijão vale menos do
que a daquela que foi atingida em sua
honra pelo noticiário? A dor dos
parentes das vítimas do acidente da TAM
vale menos do que a do executivo que
teve sua imagem veiculada indevidamente?
Há centenas de outros exemplos que
revelam a falta de critério na
classificação de bens como vida,
integridade física, honra, imagem,
privacidade.
Há ainda outra questão. Observa-se no
Brasil um perigoso processo de
exacerbação no estabelecimento do
"quantum" da indenização por dano moral,
que não guarda nenhuma relação com nossa
realidade econômica ou social. Num país
em que metade da população ganha até
dois salários mínimos, indenizações de
milhões necessariamente provocam alguma
reflexão.
Se a indenização deve compensar a dor,
ela também deve servir de desestímulo a
outras atitudes nocivas. Mas não pode
ser superior à capacidade de quem paga,
nem em valor despropositado. E os
absurdos são de todos os tipos. A Folha
já noticiou o caso de uma decisão
judicial que condenou um pequeno jornal
do interior de São Paulo a pagar 2.500
salários mínimos, um valor que arruinará
a empresa e levará o empresário ao
estado de inadimplência.
E há outro caso, em que uma viúva foi
premiada com uma indenização, em
primeira instância, de R$ 800 mil, só
pelo fato de um jornal popular já
extinto ter chamado de "playboy" seu
marido, que acabara de falecer. Esse
valor foi depois reduzido, pelo Tribunal
de Justiça de SP, para R$ 4.000 - e nesse
patamar confirmado pelo STJ. A
disparidade é tamanha que chega a ser
patético que uma indenização de R$ 800
mil ou de R$ 4.000 se refira a um
mesmíssimo fato.
Não se nega que tenha havido uma
evolução e tanto nesse campo. O medo da
condenação fez com que muitas empresas
tomassem cautelas que jamais cogitaram.
Antes de 1988, o dano moral nem sequer
estava previsto na Constituição,
raramente era reconhecido nas decisões
judiciais e, quando reconhecido, os
valores de indenização eram irrisórios.
De lá para cá, operou-se uma mudança
radical e, tal qual nas grandes
revoluções, em que todo avanço foi
seguido por um exagero, faz-se
necessário um pequeno recuo estratégico,
até mesmo para que não se perca a
conquista.
Na ausência de critérios padronizados
para a fixação da indenização, o papel
do STJ revela-se essencialmente
controlador, para que sejam obedecidos
critérios de equilíbrio. Na voz dos
ministros que o integram, "o valor da
indenização por dano moral não pode
escapar ao controle do Superior Tribunal
de Justiça".
Taís Gasparian é
mestre pelo Departamento de Filosofia e
Teoria Geral do Direito da USP.
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Sábado, Agosto 31, 2002
Outra vez, uma vez mais,
desta vez foram dois...
Desta vez o negócio foi mais sério e
caíram dois Fokker 100 da TAM de uma
tacada só em um mesmo dia. Um ficou,
PASMEM, sem combustível e outro teve
(mais uma vez) problema no trêm de
pouso.
O pior de tudo é que isso aconteceu
exatamente no dia que minha esposa
viajou de TAM para o Nordeste. Apesar
que sempre ao voar pela TAM me certifico
que a aeronave não seja um Fokker 100 e
neste caso era um Airbus novinho.
Esse maldito
"avião do cão"
não matou ninguém desta vez a não ser de
susto. O do problema com o trêm de pouso
fez um pouso de emergência em Viracopos
(Campinas) e se arrastou por 400 metros
na pista com espuma e tudo. O caso do
combustível foi mais grave e ele
literalmente caiu sem combustível em uma
fazenda no interior de São Paulo. Neste
caso específico a aeronave ficou
bastante danificada.
Pois é DAC, quando é que vocês vão tomar
uma providência e proibir a decolagem
desse maldito Fokker 100? E vocês da
TAM, quando é que vão se livrar dessas
bombas voadoras?
Por:
Marcos Alsina
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Os aviões Fokker 100 são inseguros?
Pergunta:
Estes
aviões com freqüência aparecem na mídia com
acidentes bizarros. O último foi um da TAM que a
porta caiu!
Qual a informação sobre a segurança destes aviões?
Como está seu uso pelo mundo?
Será que o problema é da TAM que não faz manutenção
adequada?
Ou apenas um maior destaque aos acidentes com este
modelo que na verdade é tão seguro quanto os outros?
Origem
da pergunta:
Usuário do Yahoo Brasil
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Resposta:
Sem a menor sombra de
dúvidas, estas sucatas
voadoras só continuam a
ter plena atividade aqui
neste país, onde o
cidadão é sempre o
marginal, enquanto os
engravatados, os
endinheirados e os que
detêm o poder, estão
sempre à margem da lei.
Este famigerado desse
Fokker 100 jamais
deveria continuar a voar
após aquele acidente que
ceifou a vida de tantas
pessoas.
É claro que o que
ocorreu ontem, com a
queda da porta em pleno
vôo, nada mais foi do
que a péssima manutenção
que continua sendo feita
nesses caixões de
defuntos voadores, mas
que, como a ANAC e o DAC
jamais farão nada contra
os donos das companhias
de aviação, porque não
irão querer perder o
privilégio de ter sempre
os 5 assentos que são
disponibilizados para
eles nos aviões, essas
coisas continuarão a
acontecer neste país.
Qualquer pessoa, mesmo
sem ser piloto ou
envolvida diretamente
com a aviação, sabe que
o que de fato derruba
aviões não são os
pilotos, como os
militares do DAC
costumam dizer, e sim o
que jamais quererão ver,
que é a péssima
manutenção da frota
nacional, com destaque
para a Todos À Morte
(TAM).
O que aconteceu com as
vítimas daquele fatídico
vôo, que até hoje brigam
na justiça para receber
indenizações? Por que o
DAC, ao invés de
facilitar a defesa
dessas pessoas, está
cada vez mais ao lado da
TAM? O problema que
levou à queda daquele
avião foi a reversão
não-comandada da manete
da turbina, em pleno
vôo.
Isso só acontece quando
a manutenção ou não
existe, o que
seguramente deve ter
sido o caso da TAM, ou,
quando existe, é feita
apenas pra inglês ver.
É de plena consciência
nacional que esse cabide
de empregos chamado ANAC
- Agência Nacional de
Aviação Civil -, nada
mais é do que um
elefante branco, contra
o passageiro, e sempre
pró-companhias de
aviação.
Como justificar a
esculhambação que se
estabeleceu nesse setor,
especialmente após essa
aberração aparecer?
Qual a razão pra que um
passageiro seja
submetido aos vexames a
que continua sendo
submetido, sob a vista
grossa tanto do DAC -
aliás, um órgão
totalmente hipócrita,
porque, qual a razão
para que o Departamento
de Aviação Civil esteja
na mão de militares???
Aí se explica a
permanente lascívia e
troca de favores entre
os órgãos que cuidam
(para os patrões, claro)
da aviação civil neste
país e os donos das
companhias aéreas.
Enfim, quero deixar
claro que se o
passageiro não se
organizar, não boicotar
os preços, que agora,
com o fim da Varig -
falo fim porque o que
foi feito nada mais é do
que um remendo que não
terá efeito -, meterão a
mão ainda mais no bolso
dos usuários dos
transportes aéreos, já
que, com a eterna
conivência da ANAC e do
DAC, agora mesmo é que
farão a festa.
Fonte: Sim, falo
com conhecimento de
causa. Sou piloto de
linha aérea.
Origem da resposta:
Usuário do Yahoo Brasil |
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