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A HISTÓRIA REAL DO ACIDENTE COM

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31/10/2001 - 15h06

Leia nota da TAM sobre queda do Fokker-100 há 5 anos

da Folha Online

A TAM divulgou hoje uma nota sobre as providências tomadas em relação à queda do Fokker-100 em 31 de outubro de 1996, no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Na tragédia, 99 pessoas morreram.

Veja a íntegra da nota:

"Em relação à providências tomadas após o acidente do vôo 402, ocorrido em 31 de outubro de 1996, a TAM informa:

- Todos os danos materiais às casas e veículos atingidos começaram a ser indenizados um mês após o acidente e tudo foi quitado em aproximadamente 3 meses; (1)

- 26 famílias celebraram acordo com a TAM no valor de U$ 145 mil cada;

- 32 acordos já foram celebrados com as demais famílias que litigam contra a TAM, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Não existe nenhuma decisão norte-americana condenando a TAM a pagar qualquer indenização.

- 100% dos passageiros e vítimas de solo receberam propostas de acordo, dos quais aproximadamente 80% aceitaram o valor oferecido;

- Vários acordos já aceitos pelas demais famílias ainda não foram formalizados por razões alheias à TAM como, por exemplo, disputa entre os advogados das próprias famílias (2) e exigências do Ministério Público nos casos envolvendo menores beneficiários.

A TAM, como sempre, se coloca à disposição para qualquer esclarecimento, como vem fazendo, de forma transparente, desde o lamentável acidente." 

Comentando a Nota da TAM:

1. ..."tudo foi quitado em aproximadamente 3 meses" - Como ainda não recebi, a afirmação é mentirosa.

2. ..."acordos"..."não foram formalizados por razões alheias à TAM"... -
Na verdade a TAM e o Unibanco Seguros vem interpondo infindáveis recursos independente da nossa vontade ou de nossos advogados.


 

São Paulo, quinta-feira, 01 de novembro de 2001

CASO TAM

Parentes de vítimas fazem ato ecumênico cinco anos após queda de avião

Parentes das vítimas da queda do Fokker-100 da TAM ocorrida há cinco anos em São Paulo realizaram ontem um ato ecumênico na Câmara Municipal para lembrar o acidente que matou 99 pessoas. Também protestaram contra parecer do Ministério Público contrário ao acordo proposto pela companhia aérea.

Em 31 de outubro de 1996, um avião da TAM explodiu minutos depois de decolar do aeroporto de Congonhas (zona sul), caindo sobre casas no Jabaquara. O acidente matou moradores, os tripulantes e os passageiros.

A presidente da Abrapavaa (Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreo), Sandra Assali, critica a postura do Ministério Público Estadual e atribui aos promotores a demora em receber a indenização.

O Ministério Público deu parecer contrário à proposta da TAM porque vê três problemas: a previsão de fim de todos os processos contra as empresas envolvidas no acidente, a forma de divisão entre cônjuge e filhos e a não-dedução dos honorários dos advogados do valor a ser pago aos menores de idade.

Sandra, que perdeu o marido no acidente, considera injusto que os custos sejam pagos apenas pelas mães. O acordo prevê indenizações entre US$ 300 mil e US$ 1,5 milhão, totalizando US$ 40 milhões. Segundo a assessoria da TAM, esse valor será pago por uma seguradora, a mesma das quatro empresas envolvidas. Por isso, após o acordo, não haveria razão para novos processos de indenização.

A assessoria também informou que a companhia não é responsável pela forma de divisão dos recursos entre mães e filhos e que isso ficaria a cargo da Justiça.

(DA REPORTAGEM LOCAL)


São Paulo, quinta-feira, 31 de agosto de 2000

JUSTIÇA

Promotoria pede fim do inquérito do vôo 402 por falta de provas

Acidente com Fokker da TAM fica sem culpado

DA REPORTAGEM LOCAL

As investigações do acidente com o Fokker-100 da TAM, que matou 99 pessoas em 31 de outubro de 1996, chegam ao fim sem ter encontrado culpados. Com base nessa conclusão, o promotor Mário Luiz Sarrubo entrou com pedido de arquivamento do inquérito na 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara. O pedido ainda não teve parecer do juiz Ricardo Gracco. Procurado pela Folha, Gracco não quis informar quando sairá o resultado.

Porém o fim do processo é esperado tanto pelo promotor quanto pela presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapava), Sandra Assali, ex-mulher de uma vítima do desastre com o Fokker-100.
A Abrapava surgiu do grupo que ficou conhecido como "viúvas da TAM". "O problema todo desse inquérito foi a sua complexidade e a demora", diz Sandra.

Sandra Assali mantém as acusações que fez durante o período de apuração. "Tudo demorou. O laudo técnico saiu quase dois anos depois, a um mês de expirar o prazo exigido pela Justiça para entrar com ação indenizatória."

Das 99 famílias de vítimas do acidente, 26 foram indenizadas. "Isso porque aceitaram o que foi oferecido pela TAM", afirma Sandra. O valor foi US$ 145 mil.
Para ela, a demora ajudou a empresa aérea a organizar a sua defesa e a instruir os depoimentos.

O promotor Mário Luiz Sarrubo afirma que o pedido de arquivamento se deu "por falta de provas". "Pelo menos na esfera criminal, não foram constatada imperícia ou negligência graves."

No caso da TAM, a acusação dizia respeito à falta de treinamento adequado para a tripulação em caso de acionamento do reverso (espécie de freio do avião) em vôo, que foi apontado como principal causa do acidente.

Tampouco, de acordo com Sarrubo, foi verificado que a fabricante do reverso, a empresa norte-americana Northrop, previa que isso pudesse ocorrer.

"O arquivamento não dificulta as ações indenizatórias. Para mim, há fortes comprovações civis e penais contra as duas empresas", declara Sarrubo.

Outro lado

A assessoria de imprensa da TAM informou que a empresa não questiona a posição judicial. Sobre as indenizações, a assessoria afirmou que os US$ 145 mil ainda estão disponíveis para as famílias que não receberam.

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