VÔO 402
Viúvas fazem panfletagem em Congonhas e outros aeroportos
Familiares lembram 11 meses de acidente da TAM e cobram laudo
da
Reportagem Local
Familiares das vítimas do vôo 402, que
sofreu acidente em que morreram 99
pessoas, fizeram ontem manifestação em
Congonhas (zona sudoeste de São Paulo) e
em outros quatro aeroportos brasileiros
para lembrar os 11 meses da tragédia e
reclamar a falta de divulgação do
relatório sobre o caso.
Em São Paulo, os manifestantes eram cerca de 30 pessoas, a maioria viúvas e filhos de passageiros mortos. A partir das 7h, eles distribuíram panfletos a usuários de Congonhas, nos quais sustentavam que em outros nove acidentes não houve divulgação do relatório que investigou suas causas.
"Há casos de 1984 e de 1990, por exemplo, o que nos faz desconfiar que o relatório do 402 ainda pode demorar muito mais, o que não é honesto", afirmou Sandra Assali, presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos.
Uma das preocupações dos familiares é que a demora para divulgação do relatório possa prejudicar eventuais ações de indenização.
No Brasil, processo pedindo compensação pelas mortes pode ser iniciado até dois anos após o acidente, ocorrido em 31 de outubro do ano passado.
Mais de 40 famílias de vítimas pretendem entrar com ação nos Estados Unidos, onde estão sediadas fábricas apontadas extra-oficialmente como responsáveis pela queda do Fokker-100 da TAM. Segundo o escritório que as representa, o prazo para iniciar o processo acaba no dia 30.
A Aeronáutica diz que o relatório ainda não foi divulgado porque relato preliminar está sendo submetido às empresas envolvidas.




